Há uma linha de Verlaine que não mais recordarei,
Há uma rua próxima vedada aos meus passos,
Há um espelho que me viu pela última vez,
Há uma porta que eu fechei até ao fim do mundo.
Entre os livros da minha biblioteca estou (estou a vê-los)
Algum existirá que já não abrirei.
Este verão farei cinquenta anos;
A morte, incessantemente, vai-me desgastando.
Jorge Luís Borges, poemas escolhidos.
Mas que escolha esta, amigo, depois de um post como o "histórico" de ontem?! E com Paul Verlaine à mistura, mais os poemas "Saturninos"... que nostalgia com o José L. Borges. Para mim, a música, hoje, será outra.
ResponderEliminarAinda é cedo. Ainda há coisas por aprender. Recordo o que já sabemos: contam-se os silêncios como às espingardas. Continua o excelente trabalho.
ResponderEliminarClaro Manuela.
ResponderEliminarA propósito deste comentário da Manuela, aconteceu o seguinte: no dia a seguir à decisão do CP da minha escola de suspender a avaliação do desempenho saiu este post. Li este comentário e resolvi republicar o post mais para a frente, mas mantive o comentário, claro.
O que acontece é isto: tenho vários post já escritos até dezembro. Faço-o de quando em vez para me libertar um pouco do blogue. Só que eles acabam por sair em datas que podem levar a outro tipo de conclusões. Já se sabe: uma vez escrito, tem os desenvolvimentos que a imaginação de cada um quiser.
Ok manuela? Está bem assim?
Bj e muito obrigado.
Claro Rui. Obrigado e um abraço.
ResponderEliminarAH VERLAINE ...também inspirou Fernando Pessoa
ResponderEliminarCai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.
Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ma mas pesa
O quanto comigo minto.
Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não.
E a chuva cai levemente
(Porque Verlaine consente)
Dentro do meu coração.
Fernando Pessoa, 15-11-1930.
Belo.
ResponderEliminarObrigado.
Vou usar para um post, num dia destes.
Cumprimentos.