Não sei quantos seremos, mas que importa?!Um só que fosse, e já valia a penaAqui, no mundo, alguém que se condenaA não ser coniventeNa farsa do presentePosta em cena! Não podemos mudar a hora da chegada,Nem talvez a mais certa,A da partida.Mas podemos fazer a descobertaDo que prestaE não prestaNesta vida. E o que não presta é isto, esta mentiraQuotidiana.Esta comédia desumanaE triste,Que cobre de soturna maldiçãoA própria indignaçãoQue lhe resiste. Miguel Torga, Câmara Ardente
Olá. Tens um troféu no meu blogue.
ResponderEliminarTu mereces!
ResponderEliminar"A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!"
Mas que lufada de ar fresco! Lindo.
De Miguel Torga lembro-me de um conto fabuloso, VICENTE, o corvo, que desafia Deus.Um dos melhores contos de OS BICHOS. Um hino à liberdade.
Viva Francisco.
ResponderEliminarObrigado.
Já fiz um post com a justa retribuição.
Abraço.
Rara beleza.
ResponderEliminarObrigado.
Abraço.