sexta-feira, 10 de abril de 2009

da ocupação de santo onofre (1)

 


Directores das escolas podem ter decisões impugnadas


 


 


"Especialista em Direito do Trabalho diz que é "ilegal" afastar conselhos executivos com mandatos por cumprir, como aconteceu em Santo Onofre. E avisa o ministério que eleições "ilegítimas" podem gerar "consequências em cadeia".


 


É assim que o jornalista Pedro Sousa Tavares, do DN, começa a abordagem ao assunto em causa através de uma entrevista ao advogado Garcia Pereira.


 


Como temos vindo a sustentar, a destituição do Conselho Executivo de Santo Onofre é ilegal. Essa questão foi referida ao senhor director da DRELVT na reunião que fez com o Conselho Pedagógico do agrupamento.


 


Mas a situação do sistema escolar é aquilo que se sabe - com notória acentuação nos últimos anos -: o poder central, e regional, sublinhe-se, é muitas vezes ocupado por pessoas completamente "afastadas" da vida das escolas básicas e secundárias; mas essas pessoas, e por mais extravagante que possa parecer, sentem-se como que iluminadas e decidem de modo arrogante, e muitas vezes ilegal, sobre a vida e o poder das escolas, como se elas não tivessem história e identidade e fossem todas iguais; uma espécie de centralismo democrático, digamos assim.


 


Um centralismo que se afirma pela vaidade dos seus promotores e que asfixia a vida das comunidades educativas com efeitos nefastos sobre o desenvolvimento das necessárias autonomias e consequentes responsabilidades. E depois queixamo-nos das dívidas de cidadania dos cidadãos portugueses.

11 comentários:

  1. Estou a queimar os últimos cartuchos de umas fenomenais férias na "terra da boa gente", mas a acompanhar de perto o que se passa por "terras de gente sem escrúpulos", onde amanhã vou aterrar e ter de "cair na real".
    Tal como sempre soubemos, a razão está do nosso lado e não vamos baixar os braços.
    Um dia um coordenador do cae disse-me: «como professor não concordo com estas medidas ( falavamos de agrupamentos verticais) mas como coordenador tenho de concordar». Porque será que as pessoas não são fiéis às suas convicções?
    Porque será que vi gente com bandeiras da fne nas grandiosas manifestações de Lisboa e até na das Caldas, defendendo a escola pública, atacando o novo modelo de gestão, os mesmos que hoje aceitaram contribuir para a destruição de um modelo de gestão que nunca se provou funcionar mal.
    Veremos o que vai acontecer!
    Bjo



    ResponderEliminar
  2. Suspeito é que muita gente da FNE também se não revê no que sobre tudo isto pensa muita gente da FNE. Vem devagar e chega em segurança. Isso é o mais importante. Boa viagem.

    ResponderEliminar
  3. Boa tarde, Isabel.
    Penso que já terás regressado das tuas "férias fenomenais" em Moçambique (devidamente autorizadas, com certeza).

    ResponderEliminar
  4. Isabel, isto a ti há-de ficar-te "atravesado". Logo tu que tens tido tantas vezes uma "postura de diálogo e de proposição", até mesmo na "Plataforma Modlle"; tu que até tens estado numas férias "devidamente autorizadas" pelo calendário escolar. Tu que até ensinas que "recordaste" não é "recordas-te" e que "lembraste " não é "lembras-te". Logo tu que até desconfias - mas isso é por seres de fraca memória - que a FNE tem ajudado muito tanta gente a não estar dentro das salas de aula a aturar miúdos dos outros por tão poucas regalias e prebendas.

    Isabel, como compreenderás, a melhor forma de qualificar este texto é lê-lo uma vez. Não deixa dúvidas a ninguém. Bem sei que isto apenas quer sujar por sujar. Não diz nada sobre ti, como toda a gente que te conhece sabe. Ainda por cima, diz tanto, mas tanto, sobre a espurcícia do seu autor que se torna eloquente, e não é eloquente não sobre a FNE; é eloquente sobre um seu representante nas Caldas. Talvez por coisas como esta, é que alguns colegas se tenham decidido a terminar a sua adesão a esta estrutura sindical. Eles facilitam tudo. Como se pode ler acima. Bjinhos do Rui Correia.

    ResponderEliminar
  5. O Sr. Rui Correia apenas se atreveu a agredir e a fazer alguns comentários ao acessório:
    - comentou as férias "permitidas pelo calendário escolar" que agora o são (férias) mas em intervenção anterior, neste mesmo blogue, classificava (e corrigia)não como sendo férias mas interrupções das actividades lectivas.
    - quanto à Língua Portuguesa agradeço-lhe a chamada de atenção. Fico-lhe grato. Devemos de estar sempre preparados para aprender. Mas se reler o texto, como sugeriu à sua amiga Isabel, verificará que existem grandes diferenças entre lapsos e erros ortográficos. As palavras que referiu aparecem várias vezes no texto com a grafia correcta.
    - relativamente à Srª Professores Isabel, que conheço há muito tempo e por quem tenho apreço profissional, desde o tempo em que foi professora da minha filha, iniciou uma campanha caluniosa contra pessoas e organizações que não o mereciam e por quem deveria ter algum respeito. O próprio Sr. Rui Correia alertou a professora Isabel para o exegero das suas palavras e apelou à sua moderação verbal. Convenhamos que eu fui muito paciente e levei muito tempo a reagir esperando que o bom senso acabasse por se apoderar da Srª Professora Isabel.
    - agradeço o seu cuidado e preocupação relativamente à hipotética saída de sócios do nosso Sindicato.(A título de informação, as Federações são, como o próprio nome indica, associações de Sindicatos e não de pessoas. Os Sindicatos é que têm docentes como associados. A FNE é uma Federação de Sindicatos) Mas, asseguro-lhe que pode dormir descansado porque, também no aspecto da sindicalização estamos bem e recomendamo-nos.
    - Quanto ao termo "espurcícia" ,que utilizou em relação à minha pessoa, devo dizer-lhe que não lho admito. Excedeu-se. Passou das marcas.
    Não tenho o prazer ou o desprazer de o conhecer pessoalmente mas, quando isso acontecer vai ter que me dizer esse termo cara a cara e não escondido atrás de um teclado de computador.
    Fernando Jerónimo, Coordenador de Caldas da Rainha do Sindicato dos Professores da Zona Centro (e eu, sim) Dirigente da FNE.

    ResponderEliminar
  6. Senhor Jerónimo. O Senhor Jerónimo diz que não me conhece. Eu tenho absoluta certeza disso. Isso traz-nos uma contrariedade. Se passarmos um pelo outro, eu não saberei dizer-lhe cara a cara o que quer que seja. O Senhor Jerónimo diz, por outro lado, que conhece a Isabel. E que a conhece mesmo “há muito tempo”. Pode ser. Mas de tudo o que diz, posso assegurar-lhe uma coisa. Você não conhece nada a Isabel. Pergunte à sua filha o que se lembra ela da Isabel e aprenda com o que a sua menina lhe disser. Por isso lhe repito uma coisa que o Senhor Jerónimo concordará. É espúrio referir-se às férias da Isabel com um incompreensível “(devidamente autorizadas, com certeza)”; é espúrio dizer que a Isabel tem “uma fixação contra uma pessoa”, que revela “clara vingança, perseguição e de falta de espírito democrático”, que “não revela muitos escrúpulos”, que “odeia” a FNE, que tem “fraca memória”. É espúrio tentar tornar a Isabel alguém que o meu amigo não conhece porque saberia, se a conhecesse minimamente, que a Isabel não é quem o senhor aqui, de forma espúria, procura denegrir. Só um excesso seu, que o deveria embaraçar o levaria a ir tão longe como referir-se ao escalão de vencimentos em que se situa a minha amiga Isabel. E, esteja o senhor Jerónimo tranquilo que, se disser à Isabel, cara a cara, o que lhe não custa dizer atrás de um computador, garanto-lhe que dir-lhe-ei o mesmo que aqui lhe digo.

    ResponderEliminar
  7. Fernando Jerónimo.

    Este blogue é lido por muitos alunos meus. Nunca apaguei um comentário sequer e posso fazê-lo, como deve saber.

    Gostava de manter o nível da discussão. Ameaças de luta corpo a corpo não se recomendam a gente crescida e com responsabilidade.

    Se é professor, decerto que me compreende.


    Cumprimentos.

    ResponderEliminar
  8. O Sr. Paulo Prudêncio interpretou mal as minhas palavras.
    Não defendo a violência.
    Defendo, isso sim, a frontalidade.
    E para mim, dizer na cara quer dizer na frente da pessoa alvo dos comentários e nada mais.
    E quanto às duas atitudes da Professora Isabel que dei como exemplo de atitudes incorrectas, digam-me que menti.
    A Professora Isabel teve apenas a resposta às suas palavras. Começou uma guerra ofensiva. Não era esperado que o fizesse. Nem em relação a pessoas nem em relação a organizações.
    Quanto ao nível da discussão que deseja manter e com o qual eu estou de acordo, faça chegar ao Sr. Rui Correia essa recomendação porque, como concordará, é ele que está a fazer descer os comentários do seu blogue a um nível muito baixo.

    ResponderEliminar
  9. "Quanto ao nível da discussão que deseja manter e com o qual eu estou de acordo".
    Obrigado.

    No meio disto tudo, e como já vi que é dirigente sindical da FNE, e para centrar a discussão no essencial (e não nas viagens de cada um de nós) qual é a sua posição sobre a destituição de um CE com mandato até 2010?
    E que acha do facto de dois dirigentes do seu sindicato aceitarem fazer parte da CAP que ocupou o agrupamento de escolas? O Fernando faria o mesmo? Aconselharia os seus colegas de sindicato a fazê-lo?
    E que acha do facto de mais um dos elementos da CAP ser candidato a dirigente sindical (noutro sindicato), mas ter sido entretanto retirado das listas eleitorais?

    Obrigado por passar e por comentar.

    Cumprimentos.

    ResponderEliminar
  10. Mas quem é este Senhor Jerónimo? Não me digam que é familiar de uma profa da CAP?

    ResponderEliminar