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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

fechaduras

  


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


1ª  edição em 19 de Abril de 2009.


 


 


 


No dia da inauguração da Escola Básica Integrada de Santo Onofre, a 10 de Setembro de 1993, ocorreu uma pacífica invasão da comunidade tal era a curiosidade em conhecer uma escola que nasceu numa zona que há muito ansiava por uma estabelecimento de ensino com aquelas características. Um detalhe interessante desse dia marcado por uma natural euforia, constou do seguinte: cada fechadura, da grande maioria das cerca de duzentas portas do estabelecimento de ensino, tinha três chaves metidas numa argola e uma delas inserida na própria fechadura; nenhuma identificada. Uma zelosa funcionária da escola, e receosa pela sobrevivência das ditas, meteu-as todas num mesmo saco. Rico sarilho.


 


Durou anos o processo de ordenação dos chaveiros gerais e sectoriais e a necessária identificação de todas as chaves e portas.


 


Mas por incrível que possa parecer, mesmo o processo organizacional descrito foi ficando obsoleto.


 


E porquê?


 


É já bastante conhecido o modelo singular que caracteriza o ambiente organizacional que esta escola oferece no âmbito da sociedade da informação e do conhecimento. Foi tudo construído paulatinamente e do modo mais cooperativo que tive oportunidade de conhecer. Por isso as constantes visitas externas e o reconhecimento de governantes e de empresas especializadas, algumas de âmbito internacional, que se mostraram interessados em conhecer esta originalidade "in loco".


 


E já se sabe que a sociedade em rede exige transparência e alarga os conceitos de "espaço aberto". A rede administrativa chega a ter mais de uma centena de terminais a operar em simultâneo, permitindo aos utilizadores o acesso à informação em tempo real e apenas condicionado aos privilégios de acesso das suas "palavras chave".


 


Também as instalações foram cobertas, desde cedo, pelos mais modernos sistema de segurança electrónica.


 


Existe um local e um objecto que continuam a requer especiais cuidados de segurança: o cofre que se situa nas instalações dos serviços administrativos e o computador servidor das diversas redes informáticas que, estando nas mesmas instalações, é objecto dos denominados "processos de cópias de segurança" realizados diariamente.


 


Tudo isto se instituiu como um metabolismo devidamente testado e certificado que durou até ao presente.


 


Agora imagine-se que umas pessoas, que nunca tiveram o mais pequeno contacto com esta singular realidade, se consideravam capazes de dirigir este exigente conjunto de procedimentos e que tomavam como uma das primeiras e únicas medidas a seguinte: mudar as fechaduras das portas de acesso ao gabinete do Conselho Executivo. Isso não auguraria nada de bom.

quinta-feira, 24 de março de 2011

a força da razão é o fim desta avaliação

 


 


É com emoção que estou a teclar, confesso. Conforme o Paulo Guinote informa aqui, tudo indica que esta avaliação do desempenho cai amanhã. Depois de tanto escrever sobre este quase fascismo por via administrativa, seria natural que terminasse o post com este parágrafo. Mas isto merece mais.


 


Venho agora de Santo Onofre. Uma grande amiga lembrou-me uma intervenção minha numa reunião geral de professores no auge da luta e na altura em que o governo se serviu de gente inclassificável para destituir o Conselho Executivo: "temos estado com algum sossego porque temos lutado muito. Agora é que vai começar a doer e a luta vai ser longa. Exige-se uma resistência inteligente e será desnecessária a existência de heróis ou de mártires". Desculpem-me localizar, mas são muitos os meus colegas que quero homenagear: sublinho a sua lição de dignidade e de profissionalismo.


 


Sei, e agora ainda melhor, que a mais dura das derrotas é quando se vê todos os dias a razão a vencer, mas em que a vitória final tarda em acontecer. Amanhã será um dia histórico. Espero que todos saibam tirar as devidas ilações.


 


 

domingo, 21 de junho de 2009

luta jurídica em santo onofre (2)

 



(encontrei esta imagem aqui)


 


 


 


De acordo com as informações seguras que recebi, desenvolve-se o processo que o Conselho Executivo destituído de Santo Onofre (tinha mandato até junho de 2010) instituiu no Tribunal Administrativo Financeiro de Lisboa, com o patrocínio do advogado Paulo Graça, associado do escritório de advogados de Garcia Pereira, e financiado pelo SPGL.


 


Espera-se uma primeira decisão a qualquer momento. Pode até ser no sentido da cessação de funções da CAP de Santo Onofre e da retomada do exercício do destituído Conselho Executivo. Para os elementos da CAP de Santo Onofre é muito simples: a porta por onde entraram poderá ser a mesma por onde vão sair. Escudam-se no desconhecimento da situação que iam encontrar para justificar a quebra abrupta e em catadupa dos procedimentos de gestão do caso singular que é Santo Onofre. Foi atrevida a sua entrada pela porta principal. Terá se ser forçada a sua saída?


Há uma coisa que devem ter aprendido, espero eu: o verdadeiro ignorante não é aquele, ou aquela, que não sabe; é antes o que não sabe que não sabe e que exibe essa ignorância de modo triunfal e arrogante; e que não faz perguntas.

domingo, 17 de maio de 2009

luta jurídica em santo onofre

 



 


(encontrei esta imagem aqui)


 


 


 


De acordo com as informações seguras que recebi, decorre nesta altura o processo que o Conselho Executivo destituído de Santo Onofre (tinha mandato até junho de 2010) iniciou no Tribunal Administrativo Financeiro de Lisboa. O processo está a cargo do advogado Paulo Graça, associado do escritório de advogados de Garcia Pereira, e é financiado pelo SPGL.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

processo das cap´s

 


 


(encontrei esta imagem aqui)


 


 


Registo, na blogosfera, duas entradas à volta do novel processo de ocupação de escolas, mais conhecido por comissões administrativas provisórias (CAP´s).


 


 


Crónicas De Freixianda - Hoje, 4ª Feira, Dia 6


 



"Hoje na Escola da Freixianda foi a reunião geral de professores com a nova CAP. À parte a conversa esperada do “pertencemos todos à mesma equipa” e “a lei é para cumprir”, dois momentos se destacaram:


O primeiro foi quando os professores quiseram saber o currículo da nova direcção. Começaram por se recusar terminantemente a responder a isso e mandaram os interessados perguntar à DREL. Perante a insistência, resolveram responder que na verdade nenhum dos membros tem qualquer experiência em gestão escolar, embora a nova presidente tenha uma pós-graduação nessa área.


O segundo momento foi quando declararam que, seguindo indicações da DREL, todos os órgãos se mantinham em funções, excepto o Conselho Executivo demitido e que, devido à falta de experiência da nova equipa, a presidente cessante passava a assistir como convidada às reuniões do Conselho Pedagógico! Para ajudar! A vice-presidente cessante pediu então que essa informação fosse confirmada por escrito, porque contradizia a informação prestada presencialmente pela mesma DREL, na reunião da semana passada, segundo a qual todos os órgãos cessavam funções com a exoneração do Conselho Executivo.


Está instalado o circo!


Um pormenor interessante para se aferir a estratégia: para já, a palavra de ordem é serenidade e só no início do próximo ano lectivo é que tentarão formar o CGT, depois da mobilidade de professores decorrente do concurso. Em raciocínio directo, isto significa que do actual corpo docente não esperam grande colaboração nesta matéria, e tentarão a sorte com os novos colocados ainda não corrompidos pela peste da resistência.


Um(a) professor(a) do Agrupamento"


 



CAPturas



 


 


"O que se está a passar em Freixianda é quase tão demente como aquilo que se passa em Sto Onofre. Bem se sabe que em Sto Onofre é inqualificável que esteja esta escola nas mãos de pessoas oriundas, pasme-se, de sindicatos, indivíduos que nunca conseguiram permanecer nos seus muitos lugares por muito tempo; tipos que confessam, segundo me confirmam, para estupefacção geral, aberta e repetidamente, estar aqui apenas para completar tempos de serviço - sem perceber como isso agride directamente a dignidade de quem os contratou para fazer o papel de governanta - QZPs que encontram aqui um poiso temporário e totalmente inconsequente para as suas naturais e pubescentes angústias e nada mais.


Mas em Freixianda o descaramento e a falta de honra chega ao cúmulo do intolerável. Nomeia-se para presidente de uma CAP um boy - literalmente um rapazinho de 31 anos; um rapazinho da JS, para gerir uma escola que desconhece por inteireza. Um rapaz que diz abertamente, tolo, estar ali para pôr a "escola a funcionar". O caso de Freixianda confirma-nos algo que é doloroso aceitar. Por todos. Não há a mais pequenina intenção de trazer para as escolas alguém adequado. Qualquer um desde que disponível, serve. Bem sei que quem aceita isto tem de ter à partida uma estrutura ética muito mínima. Mas mesmo assim. Fica tão transparente como água que, para se estar numa CAP, qualquer um serve. Desde que esteja encalhado. Mesmo rapazinhos. O que me intriga, embora não me espevite, é como podem estas pessoas aceitar, interiorizar, que pertencem a esta estirpe de escolhas. Como aceitam elas saber que são escolhidas pessoas com este (insignificante) perfil para fazer este papel que os outros, os que os convidam, nunca aceitariam? Não saberão eles e elas como esta sua paupérrima decisão manchará, de uma maneira indelével, a sua dignidade pessoal, que ofendem os seus mais próximos amigos? Será esse um preço aceitável para uma pessoa de bem? Como se sentem ao descobrir que são segundas, terceiras, últimas escolhas? Que, literalmente, ninguém quis o que eles aceitaram. E que nós sabemos que assim foi porque conhecemos todos quantos antes deles recusaram o que lhes sobejou? Que aquilo que estão a comer são restos, apenas? Como se convencem eles e elas do contrário disto? Como dormem estas pessoas? Bem, não é? Nem o coração lhes bole, pois não? Nada. Nadinha de nada. Que pena. Sinceramente."


 


 


 

segunda-feira, 27 de abril de 2009

da ocupação de santo onofre (3)

 


Pode ver um vídeo que retrata o modo emocionado - mas sereno - e bonito como decorreu a concentração por Santo Onofre realizada no dia 17 de Abril de 2009. Um registo que ajudará a compreender uma pequena parte da história de todo este processo.


 


Ora clique.


 


 


 


sexta-feira, 10 de abril de 2009

da ocupação de santo onofre (1)

 


Directores das escolas podem ter decisões impugnadas


 


 


"Especialista em Direito do Trabalho diz que é "ilegal" afastar conselhos executivos com mandatos por cumprir, como aconteceu em Santo Onofre. E avisa o ministério que eleições "ilegítimas" podem gerar "consequências em cadeia".


 


É assim que o jornalista Pedro Sousa Tavares, do DN, começa a abordagem ao assunto em causa através de uma entrevista ao advogado Garcia Pereira.


 


Como temos vindo a sustentar, a destituição do Conselho Executivo de Santo Onofre é ilegal. Essa questão foi referida ao senhor director da DRELVT na reunião que fez com o Conselho Pedagógico do agrupamento.


 


Mas a situação do sistema escolar é aquilo que se sabe - com notória acentuação nos últimos anos -: o poder central, e regional, sublinhe-se, é muitas vezes ocupado por pessoas completamente "afastadas" da vida das escolas básicas e secundárias; mas essas pessoas, e por mais extravagante que possa parecer, sentem-se como que iluminadas e decidem de modo arrogante, e muitas vezes ilegal, sobre a vida e o poder das escolas, como se elas não tivessem história e identidade e fossem todas iguais; uma espécie de centralismo democrático, digamos assim.


 


Um centralismo que se afirma pela vaidade dos seus promotores e que asfixia a vida das comunidades educativas com efeitos nefastos sobre o desenvolvimento das necessárias autonomias e consequentes responsabilidades. E depois queixamo-nos das dívidas de cidadania dos cidadãos portugueses.