sábado, 11 de abril de 2009

estudar ou copiar?

 


 


 


(sei que a imagem que escolhi é um pouco agressiva,


o que não faz muito o meu género,


mas a paciência tem limites,


que raio.)


 


 


 


 


Arrepio-me sempre quando leio qualquer coisa do género: devíamos fazer assim, porque no país tal é desse modo que se procede ou organiza.


 


E por mais desastrosos que sejam os resultados de quem se limitou a copiar, nada impede que se continue a pensar em fazer com esse sentido pouco avisado.


 


Não advogo, claro, a ideia que se deve recusar, em qualquer das áreas do conhecimento, os estudos comparados com sistemas de outros países. Mas estudar não é copiar, por muito que isso custe a quem parece ter feito toda a sua vida à custa das cópias.

10 comentários:

  1. Branqueamentos na Educação

    Como argumento para avançar com este monstruoso modelo de avaliação de professores a senhora ministra e o seu secretário de estado reconhecem não existir nenhum modelo igual a este na Europa mas que também não existe nenhum país com os nossos índices de insucesso e abandono escolar.
    Tal argumento mesmo para mau entendedor só pode significar: o problema estava nos professores. Enfim, já sabíamos que éramos, nós os professores, o bode expiatório dos males da nossa Educação. Esta foi apenas mais uma acha para a fogueira em que estes senhores andam a queimar os professores há mais de três anos.
    Só que talvez não seja mau fazer um exercício de raciocínio comparativo. Como eram os índices de literacia, insucesso e abandono escolar (ou falta de acesso escolar) há 34 anos, por altura da revolução democrática que derrubou o fascismo? Não sei números exactos. Só sei que o novo regime herdou um histórico pesadíssimo neste campo e que se fizeram progressos assinaláveis nestas últimas três décadas.
    A senhora ministra, apesar de socióloga, comete assim um erro de algibeira e um tremendo erro político inconcebível em alguém que é membro de um governo “socialista”: branqueou 48 anos de fascismo no que à Educação diz respeito. E para quem faz isso não é também de admirar o branqueamento da actividade de muitíssimos governos nas três décadas recentes, nas quais se incluíram muitíssimos anos de governação “socialista”. A culpa estava todinha na pretensa falta de avaliação dos professores. Ministros, legislação, administração educativa, programas, condições de trabalho, etc , tudo isso não influenciou e influencia os nossos resultados escolares. E além disso, o mundo da nossa Educação deveria ser um oásis no meio da nossa sociedade da cauda da Europa…
    Enfim, ao que chega a argumentação de alguém para quem tudo serve para denegrir gente séria que trabalha nas escolas.

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  2. Tens razão Henrique.

    3 anos nesse regime e ainda por cima de modo apressado, como confessa a própria titular do cargo, levou o país e a escola pública para uma situação desastrosa. Falta perceber é como sair disto.

    Abraço.

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  3. Este título é o que há de mais importante para que se perceba alguma coisa sobre o actual estado da educação. Li no jornal Sol que os novos autocarros da noite de Lisboa - criados para procurar diminuir a incidência de acidentes rodoviários envolvendo adolescentes - chamam-se Night Bus. Parolices, diz a repórter do Sol.

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  4. Em torno da recusa da cópia, deixo aqui a oportuna reflexão de Agamben : "A interrupção da escrita marca a passagem à criação segunda, na qual Deus reclama para si a sua potência de não ser e cria a partir do ponto de indiferença de potência e impotência. A criação que agora se realiza não é uma recriação nem uma repetição eterna, mas, antes, uma decriação , na qual o que foi e o que não aconteceu são restituídos à sua unidade originária na mente de Deus e o que podia não ser e aconteceu esfuma-se no que podia ser e não aconteceu." Cf. G. Agamben , Bartleby -escrita da potência. p. 47).
    Afinal, neste caso, caí na armadilha da cópia. Condenação inexorável minha. Mas sei que a força esclarecida dos professores e a sua solidariedade vão ser capazes de erguer o estandarte da recusa de todas as cópias ou ditados da tutela, que, por carecerem de sustentação teórica e operacionadidade prática, são atentatórias da sua dignidade profissional e não contribuem para a melhoria do desempenho da escola pública.

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  5. Há muito que perdemos o original em qualquer lado.

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  6. Será que alguma vez existiu um original...

    Somos uma caricatura muito pálida...

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  7. Talvez sim...
    Vamos conjugando: eu caricaturo, tu caricaturas, ele caricatura...
    E assim vamos "cantando e rindo".... Triste Fado!

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