segunda-feira, 20 de abril de 2009

rss da educação (34)

 


 


(encontrei esta imagem aqui)


 


 


 


Professores voltam aos protestos de rua


 


Deputados da Oposição vão pedir esta semana ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva do segundo modelo simplificado de avaliação. Esta segunda-feira também começa a semana de consulta aos docentes sobre acções de luta no 3.º período.


 


Tal como se previa a luta dos professores volta a aquecer. Tenho ideia que do modo com tudo isto está a decorrer, as trapalhadas (e pesei bem a palavra, mas não me saiu coisa melhor) vão evidenciar-se em catadupa.


 


Aumentar a permanência dos alunos nas escolas é meta até 2021


 


O aumento da escolaridade e da permanência dos alunos nas escolas foram destacados pela ministra da Educação entre as metas a atingir pela comunidade dos países ibero-americanos até 2021.


(...)As metas em causa implicam, segundo a ministra da Educação, "três desafios essenciais para o esforço da sua concretização": "a exigência de lidar com a diversidade" das situações económicas, sociais e de condição dos alunos, "a garantia da qualidade da aprendizagem", apesar das dificuldades económicas que os países enfrentam, e "o desafio da globalização".


(...)Participam na conferência, a nível de ministros da Educação ou embaixadores, representantes de Andorra, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, República Dominicana, Uruguai, Venezuela e Porto Rico, este com estatuto de observador.


 


Sem qualquer desprimor para com os países referidos, não vejo a tal Finlândia, por exemplo, a seguir estes caminhos. Mas é como se sabe: os europeus, mais lá para o centro e norte do continente, até devem ficar aturdidos com estas soluções; não são sociedades exclusivas e ausentes e assumem como desígnio primeiro o tempo que os encarregados de educação dedicam aos seus educandos. Cá pelo canto da europa, já se conhece a receita: paulatinamente até à escola das 24 horas para gáudio sabe-se bem de quem e com incremento das filas de espera dos gabinetes dos atónitos pedopsiquiatras.


 


 

2 comentários:

  1. Esta das 12/24 horas é o máximo... Daria para se contar como anedota do dito "fino humor inglês". Porém, dada a catadupa de idiotices a que temos vindo a assistir, começo a temer seriamente que não é nenhuma anedota... Pelo menos não no sentido de ficção inventada para caricaturar uma atitude menos adequada... Temo, de facto e seriamente, que estes indigentes mentais tenham mesmo tais ideias como "targets" sérios e importantes para atingir... Será que a estúpida cegueira humana (será humana?) se vai mesmo implantar???...

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  2. Pretende-se compensar a falta da família com a presença da escola.
    É um erro. Cheira-me a Bourdieu ao longe e na fantasia de pensar a escola como instrumento de engenharia social.
    Como se completam as 12 horas? A criança vem para a escola às 8.30? Regressa a casa às 20.30, com o jantar a fumegar à sua espera?
    Querem mesmo substituir a família pela escola?
    Infelizmente, não temos uma ditadura do proletariado que poderia desta forma converter a criança burguesa, proletária ou campesina no "homem novo", do ideal guevarista.

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