O absurdo em Santo Onofre tem aqui mais um relatório, o "CAPturas II" escrito com a bela prosa do Rui Correia.
Entre tantos detalhes importantes, realço um que remete os mais desatentos para o futuro sombrio que se adivinha: no modelo de gestão que o actual governo quis impor com a firme determinação de arrasar a tímida autonomia do poder democrático das escolas, os avaliadores são "despachados" pelo órgão unipessoal. É certo que a situação em Santo Onofre é provisória, mas o novo modelo de gestão inscreve essa possibilidade.
Este detalhe demonstra bem a desorientação que se instalou no ministério da Educação. Recordo-me de uma sessão pública, mais propriamente um escaldante programa televisivo de "prós e contras", em que a actual ministra da Educação, e quando se tentava defender a propósito do monstro burocrático em se transformava a primeira versão da avaliação do desempenho, disse mais ou menos isto: "mas os avaliadores são eleitos pelos professores".
Tristes tempos estes, realmente. Grassa a manipulação e a incoerência é convocada como a resposta quase única para a sobrevivência política de quem ocupa lugares de governo no ministério da Educação.
O "caso" dos Coordenadores, exemplificando com a Freixianda:
ResponderEliminar1. Em 2004/2005 o Regulamento Interno fixou 10 Coordenadores de Departamento;
2. Em 2007 o ECD diz que os Coordenadores são avaliadores;
3. Em Janeiro de 2008 o DR2 volta a dizer que os Coordenadores (na Freixianda são 10, recorde-se) são avaliadores;
4. Em Abril de 2008 do DL 75 fala pela primeira vez num máximo de 6 Coordenadores;
5. O prazo limite para reformular o Regulamento Interno é 31 de Maio de 2009.
Assim, durante praticamente todo o período em avaliação (2 anos) tivemos 10 coordenadores e continuamos a ter, porque não é ainda ilegal. Essas 10 pessoas são, ou não são, avaliadas pela ficha do Coordenador? Claro que têm de ser.
Está instalado um verdadeiro estado de sítio João.
ResponderEliminarTenho ideia que as trapalhadas ainda vão ter mais visibilidade nos próximos tempos.
Força aí.