Faz tempo que passei a caracterizar o modelo de avaliação do desempenho de professores como o monstro ou como a ponta do "iceberg" que asfixiava os professores portugueses.
A determinada altura, quando as entidades instituídas ainda dormiam, os professores, saturados com a inexequibilidade de um modelo que se mantinha ligado à máquina, forçaram o despertar das consciências e a inevitável queda da primeira versão do modelo de avaliação do desempenho dos professores.
Com a ideia de atribuir um reforçado e enfático sentido à justa causa, decidi abrir algumas rubricas. O "esboroar do monstro" foi uma delas. Ficou-se pelo número dezasseis.
Não que o monstro tenha formalmente caído, nada disso: é necessário continuar atento, uma vez que as cortinas de fumo lançadas pela diabólica equipa que governa o ministério da Educação são as do costume. Mas pode ser que a ministra de Educação, e a sua vasta equipa, estejam num momento de lucidez e já se tenham convencido que vão mesmo partir.
Meu caro Paulo,
ResponderEliminarsobre a partida desta equipa não tenhas qualquer ilusão.
São lapas agarradas ao poder, tal como as originais se agarram às rochas. Só de lá saem quando alguém as tira à força.
Por isso o trabalho e a resistência têm que continuar e não terminaram no dia 9, como não terminarão no dia 16, nem sequer depois das próximas eleições. Porque temos que ficar atentos às mudanças cosméticas que irão surgir, para tornar o monstro mais aceitável.
Claro Francisco.
ResponderEliminarA luta é longa e num sentido mais lato é mesmo infinita. A ideia foi apenas a de mudar as rubricas para recuperar algum fôlego.
Abraço e força aí.