Após uns meses afogado num turbilhão de informação, decidi regressar às sessões de cinema do pequeno auditório do CCC (Caldas da Rainha). São à segunda-feira e as escolhas obedecem quase sempre a critérios muito recomendáveis - para os meus gostos, claro -; funciona como um espécie de cine-clube.
E nesta segunda-feira foi assim: "O último tango em Paris", o primeiro grande filme do enorme Bernardo Bertoluci, encheu-me as medidas. A fita não está no melhor estado, mas o argumento é soberbo e deixou-me com vontade de voltar lá para dentro para descodificar um ou outro detalhe. Tinha visto o filme apenas uma vez e há mais de 30 anos. No final, dizia-me, e com toda a razão, um amigo meu: "é quase incompreensível como tanta gente remete este filme para uma ou outra cena, relevante sem dúvida, mas que não passa de uma entre tantas outras."
Marlon Brando e Maria Schneider estão excepcionais.
Pode ver um vídeo de cerca de 3 minutos com as cenas à volta do último tango propriamente dito.
Ora clique.
a manteiga, sempre a manteiga...
ResponderEliminarMaria Schneider, sim, definitivamente.
ResponderEliminarAgora o Marlon Brando, nunca me convenceu.
Nem com manteiga lá ia!
Claro. Mas é demasiado mínimo, digamos assim, reduzir uma espantoso argumento a uma cena dessas. Francamente.
ResponderEliminarFizeste-me rir.
ResponderEliminarMas acho que esteve muito bem. Talvez a iniciar um processo pessoal muito exigente para as circuntâncias dele, que ao julgo perceber eram muito difíceis.
Mas são opiniões, claro.
Mas uma grande argumento.