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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

O Oficial e o Espião (J’accuse) (3)



"O Oficial e o Espião (J’accuse)" é o último, e imperdível, filme de Roman Polanski. Como sou um leitor para a vida do "Em busca do tempo perdido", de Marcel Proust, e como o caso do judeu Alfred Dreyfus é abordado em parte significativa da obra, vi o filme com redobrado interesse. Mas é uma obra de primeiríssima qualidade. Leia a descrição que acompanha o trailer:



"Paris, final do século 19. O capitão francês Alfred Dreyfus é um dos poucos judeus que faz parte do exército. Em 1884, uns inimigos alcançam o seu objetivo: fazer com que Dreyfus seja acusado de alta traição. Pelo crime, julgado a portas fechadas, ele é sentenciado à prisão perpétua no exílio. Intrigado com a evolução do caso, o investigador Picquart decide seguir as pistas para desvendar o mistério por trás da condenação de Dreyfus. Prémio Especial do Júri no Festival de Veneza."



Na revista do Expresso começa assim:


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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

“Ursos Não Há” de Jafar Panahi"



É uma obra-prima este filme do iraniano Jafar Panahi. É um nível elevado de cinema. Questiona de forma brilhante a misoginia, o fundamentalismo religioso e o árduo desafio que é fazer filmes no Irão. Recordo que o inesquecível realizador iraniano Abbas Kiarostami denunciou, em Cannes e em 2010, a prisão política, no Irão, de Jafar Panahi. São filmes que dificilmente chegarão ao grande público sem a RTP2.






A Cristina Mota, da MEP, ontem no canal Now

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

15 de Agosto é sempre Rilke



O 15 de Agosto recorda-me sempre o filme imperdível de Gianni de Gregorio. E nem sei porquê, mas desta vez associo-o à difícil poesia de Rainer Maria Rilke: exige leitura repetida, mas o resultado é sublime. É um dos meus poetas preferidos. Uma das suas obras maiores, "As elegias de Duíno", confunde-se com a aura do local onde o poeta a iniciou: o castelo de Duíno, situado perto da cidade de Trieste e sobre o mar Adriático. Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.



Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias


dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse


para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua


natureza mais potente. Pois o belo apenas é


o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,


e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha


destruir-nos. Todo o Anjo é terrível.


 


Por isso me contenho e engulo o apelo


deste soluço obscuro. Ai de nós, mas quem nos poderia


valer? Nem Anjos, nem homens,


e os argutos animais sabem já


que nós no mundo interpretado não estamos


confiantes nem à vontade. Resta-nos talvez


uma árvore na encosta que possamos rever


diariamente; resta-nos a rua de ontem


e a fidelidade continuada de um hábito,


que a nós se afeiçoou e em nós permaneceu.


 


Oh, e a noite, a noite, quando o vento, cheio de espaço do universo


nos devora o rosto -, por quem não permaneceria ela, a desejada,


suavemente enganadora, que com tanto esforço se ergue em frente


do coração isolado? Será ela para os amantes menos dura?


Ah, um com o outro eles se ocultam da sua própria sorte, apenas.(...)


 


 



Depois da poesia, um vídeo do filme - é um muito bom momento de humor -.



 


segunda-feira, 21 de abril de 2025

Cão preto - mas que grande filme chinês; homens, cães e Pink Floyd num filme imperdível

Um argumento muito metafórico e desconcertante e uma realização genial. Ou seja, o muito bom cinema chinês voltou às salas de cinema portuguesas. Cão preto é realizado por Guan Hu e interpretado por Eddie Peng, Chu Bu Hua Jie, Youwei Da e Qiang Gao (e é impressionante o que se consegue fazer com o galgo preto).


No Público pode ler-se:



"Estranhamente, as palavras da canção dos Floyd adquirem aqui uma ressonância especial, comovente, elevam-se acima delas próprias, e é o filme que faz isso. Derradeira alínea da carta de recomendação, portanto: esqueçam o horrendo teledisco de Alan Parker, foi preciso esperar quase cinco décadas para que viesse, e da China, um filme capaz de santificar o que nunca pareceu “santificável”, o The Wall dos Pink Floyd.


O ano é 2008. Após cumprir uma longa pena de prisão, Lang Yonghui (o actor, cantor e modelo Eddie Peng) regressa à cidade natal, situada no noroeste da China. Nesses anos em que esteve ausente, a pobreza devastou o local, levando os habitantes a abandonar a região e a deixar para trás os seus cães. Com os Jogos Olímpicos prestes a acontecer em Pequim e o Governo determinado a limpar o país, Lang encontra trabalho como caçador de cães vadios.


Durante uma das capturas, é mordido por um galgo preto, que alguns acreditam estar infectado com raiva. Para despistar a doença, Lang decide permanecer próximo do animal, observando o seu comportamento para perceber se terá contraído raiva. Contra todas as expectativas, os dois tornam-se inseparáveis.


Estreado no Festival de Cinema de Cannes, onde foi distinguido com o prémio "Un Certain Regard", este drama é realizado pelo chinês Guan Hu, que também assina o argumento, em colaboração com Rui Ge e Bing Wu."



terça-feira, 11 de março de 2025

Brincar com o fogo

Mais um filme francês imperdível, emocionante e muito bem realizado e interpretado. "Brincar com o fogo" é simultaneamente fascinante e duro e ajuda a perceber a vaga de violência de extrema-direita que se alastra na Europa. Ódio e divisão são os vocábulos que filiam milhares de jovens em grupos de “skinheads” supremacistas brancos. As irmas Muriel Coulin e Delphine Coulin realizam-no com um elenco muito bom. Mas que boa escola de cinema. O actor principal, Vincent Lindon, assume o papel de um pai sempre à beira do esgotamento com o caminho de um dos filhos adolescentes.


domingo, 9 de março de 2025

O romance de Jim - mais um filme imperdível

Comovente. Muito bem realizado e interpretado. "O romance de Jim" é uma superior homenagem à bondade, à humanidade, ao reconhecimento, à possibilidade de recomeço e ao valor da vida. Uma história só possível em democracia. Imperdível.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

terça-feira, 8 de outubro de 2024

“Ursos Não Há” de Jafar Panahi

É uma obra-prima este filme do iraniano Jafar Panahi. É um nível elevado de cinema. Questiona de forma brilhante a misoginia, o fundamentalismo religioso e o árduo desafio que é fazer filmes no Irão. Recordo que o inesquecível realizador iraniano Abbas Kiarostami denunciou, em Cannes e em 2010, a prisão política, no Irão, de Jafar Panahi. São filmes que dificilmente chegarão ao grande público sem a RTP2.


A gestão das escolas entre o passado e o futuro - por Paulo Prudêncio

Há algum tempo que movimentos e sindicatos de professores me solicitaram um pequeno vídeo sobre a gestão das escolas. Prometi-o para esta semana. Há petições em curso e haverá, naturalmente, outras e tempo e espaço para discussões informadas. Designei-o por "A gestão das escolas entre o passado e o futuro". É um contributo para o debate neste momento em que, finalmente, se alterará o que existe.