(encontrei esta imagem aqui)
Manuela também quer "rasgar" na educação
"(...)Outro dos campos de reforma profunda deverá ser na educação. O PSD votou no Parlamento, com o resto da oposição, pela suspensão do novo regime de avaliação dos professores. E também, por várias vezes, acusou o Governo de Sócrates de estar obcecado com as estatísticas do insucesso e do abandono escolar, desguarnecendo a exigência sobre os alunos. Um programa do PSD deverá incluir uma reforma curricular profunda de forma a inverter as prioridades."Rasgar", "repudiar" , "romper" - foram estes os verbos usados pela líder do PSD, na semana passada, para qualificar o destino que, se ganhar as eleições, dará às políticas de Sócrates.(...)"
Rasgar, repudiar, romper, são verbos cuja utilização nesta altura de pré-campanha eleitoral pode convencer alguns das boas intenções dos respectivos verbalizadores. Dizer-se que se suspende o monstro burocrático da avaliação dos professores, por exemplo, é apenas "carimbar" o trabalho extenuante que os professores fizeram durante dois anos e onde na maior parte do tempo não vislumbraram o mais leve sinal destas pessoas; temos de conhecer o caminho que querem seguir para percebermos qual vai ser o modelo escolhido.
Sobre a divisão da carreira é preciso que se seja claro e objectivo e que se responda a algumas questões fundamentais: acabam os professores titulares? acabam as vagas no acesso aos escalões de topo? acabam as quotas? desaparece a componente funcional na avaliação dos professores? quem avalia?
Mas o mais grave diploma para o poder democrático das escolas é o da gestão escolar. E nessa matéria é importante ouvir o que é que este partido político tem para dizer. Tenho ideia que é o mesmo que nada; e isso tem tanto de grave como de significativo.
É muito fácil usar verbos com uma representação contundente e dizer-se que se vai recuperar a autoridade dos professores. Já conhecemos, e em tempos bem recentes, as políticas destes protagonistas e temos todas as razões para desconfiarmos de omissões muito comprometedoras.
Temos todas as razões para desconfiarmos de omissões, de declarações bem intencionadas, de promessas. Temos memória. Mesmo depois de estar tudo preto-no-branco ... não sei.
ResponderEliminarEstou como o S. Tomé: só depois de ver. E não sou a única.
E porque não,também « rasgar» « repudiar» e « romper» as denominadas AULAS DE SUBSTITUIÇÃO ?
ResponderEliminarOs sindicalistas a tempo inteiro nos sindicatos ,que eu tenha conhecimento, nunca exigiram a sua revogação imediata, talvez porque não são afectados.
A redução da componente lectiva que os professores obtiveram ao longo da carreira deveria voltar aos moldes anteriores.Nessas horas seriam desenvolvidos projectos nas Escolas, para os quais os professores estariam mais motivados do que «tomar conta de alunos que não conhece ».
Um professor fundamentalista do ANTI-AULAS DE SUBSTITUIÇÂO.
e temos de ter muito cuidado com a se me permite.
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ResponderEliminarAcho que percebi. E permito!
;-)