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Quotas para classificações de mérito afinal são transitórias
"A ministra da Educação admite que as quotas para as classificações de mérito atribuídas a docentes, que a tutela sempre disse serem fundamentais para garantir a diferenciação entre professores, podem afinal deixar de existir a prazo.
Maria de Lurdes Rodrigues respondia a perguntas de jornalistas a propósito de um relatório da consultora Deloitte, onde se dá conta de que as quotas, para este efeito, são quase uma particularidade portuguesa. Também ao PÚBLICO, o Ministério da Educação (ME) precisou, através do gabinete de imprensa, que esta é uma disposição transitória(...)"
Realmente isto seria risível se não fosse trágico. Sobre a proposta do governo de acabar com as vagas de titular escrevi assim: "E a coisa começa a atingir mesmo o grau zero da discussão. A agressão descomunal aos professores portugueses começou exactamente pela revisão do estatuto da carreira (ECD) com a divisão da mesma em titulares e não titulares. Apesar dos iniciais argumentos terem tentado sustentar a ideia de que nem todos podem ser "generais", lá se acabou por admitir que o problema era financeiro. Depois veio o monstro burocrático da avaliação que se esboroou em menos de seis meses, apesar de se manter numa versão desfigurada e destinada ao fingimento e à farsa mas com efeitos nefastos na qualidade da atmosfera relacional das nossas escolas".
E não é que agora a famigerada e peregrina ideia das quotas, a tal que a central de gestão de recursos humanos da administração pública tanto advogava como panaceia, era afinal transitória. Isto é efectivamente uma coisa de loucos. Uma doença a que me atreveria a chamar de avaliatite incontinente. Só tem um remédio: suspenda-se. Já não é nem o grau zero nem o menos um da política: é o menos dois.
Outro blogues abordam o assunto:
o do Paulo Guinote, aqui.
o do Ramiro Marques, aqui.
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