quinta-feira, 4 de junho de 2009

o labirinto do fauno

 










Genial.



Um excelente filme, este Labirinto do Fauno. Pode parecer uma obra cinematográfica do fantástico - basta olhar-se para a imagem que escolhi para acompanhar esta pequena impressão -, género que não aprecio por aí além, mas não é: Guillermo del Toro, um dos realizadores da nova vaga do bom cinema mexicano, transporta-nos para uma profunda reflexão sobre os caminhos, muitas vezes tortuosos, para todos os que respiram a nobre ideia da liberdade.

 

Revi-o num destes dias e voltei a ficar fascinado.



A exemplo de Woody Allen com Scoop e de Pedro Almodovar com Volver, Guilherme del Toro consegue dissolver, na trama dura e cruel que preenche a ideia fundamental da obra, a leveza e a doçura das imagens de fantasia que ajudam a ilustrar o lugar ascendente que o realizador reserva para o mais nobre dos desejos humanos: a liberdade - principalmente, quando esse livre arbítrio não interfere com a liberdade dos outros -.



Cinco anos depois de ter terminado a Guerra Civil espanhola (1944, um ligeiro piscar de olhos e mesmo aqui ao lado) um oficial fascista, o Capitão Vidal, tem instruções para dizimar um grupo de rebeldes que prossegue a sua luta nas difíceis montanhas de Navarra, no norte da península ibérica.



Entretanto, uma criança de onze anos, a Ofélia, viaja com mãe para Navarra para conhecer o padrasto: o citado capitão fascista. Ofélia é uma criança fantasista e completamente rendida aos contos de fadas, a sua mãe está grávida do capitão e com uma saúde muito frágil. O primeiro contacto de Ofélia com o capitão marca a narrativa: o déspota e a insensibilidade ao verdadeiramente belo.



Pode ver um pequeno trailer legendado em português.

 





 


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