(igreja da sagrada família, barcelona, encontrei
esta imagem aqui)
Fenprof acusa Ministério de estar ao “seu pior nível”, mas mantém-se nas negociações
"A Federação Nacional de Professores vai prosseguir as negociações com o Ministério da Educação, apesar de considerar que na ronda de hoje este se mostrou “ao seu pior nível”.
Na véspera, a Fenprof anunciara que poderia abandonar o processo negocial caso o ME não desse, durante a reunião de hoje, sinais de ter mudado de posição em relação ao Estatuto da Carreira Docente e ao modelo de avaliação de desempenho.
“A Fenprof avalia de extremamente negativa a reunião de hoje em que o secretário de Estado adjunto e da Educação, mantendo-se inflexível, reafirmou a defesa das posições mais negativas do ME em relação à carreira docente, designadamente a sua fractura e a divisão dos docentes em categorias hierarquizadas”, afirma-se numa nota da federação divulgada há pouco.(...)"
Sou um ateu cada vez mais convicto e nada dado às epifanias como refúgio para a fuga às mais amargas das experiências terrenas. Mas esta história das negociações entre quem desgoverna a Educação e a plataforma de sindicatos já exaspera os mais crentes quanto mais os que se instituem num registo que oscila entre o risível e a tragédia anunciada. Ao ler o que se vai passando e conhecendo em detalhe a atmosfera relacional que reina nas escolas, é caso para perguntar: esta gente está espera que aconteça o quê? Sim, que aconteça o quê? Bem sei que um dos secretários de estado tem dos professores que resistem uma imagem de coitadinhos. A senhora que está em ministra só queria contar os "votozinhos". Contou-os, não foi? E agora?
É claro que a Fenprof tem o tal equilíbrio da plataforma para ter em conta. Mas é bom que um dia deste se faça um qualquer separar das águas. Já ninguém engana quem quer que seja. Em caso contrário, o que ficará é que estão todos a trabalhar para a melhor fotografia possível fazendo terraplenagem do que sobra do tímido poder democrático da escola.
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