(encontrei esta imagem aqui)
O Ramiro Marques tem uma entrada, aqui, em que sublinha a ideia de que para os editores dos blogues (blogues de professores, evidentemente) a causa primeira deve ser a justa luta dos professores. Concordo em absoluto com esta posição.
Deveria ser elementar nas democracias que as pessoas inscrevessem claramente os seus interesses ideológicos e ou político-partidários de modo a que não houvesse equívocos nem faltas de transparência.
Nunca tive qualquer militância partidária e não me considero um independente por causa disso. Há militantes independentes e não militantes dependentes e por aí fora. A minha não militância partidária e independência deve-se a alguma indisciplina para coabitar com modelos organizativos muito pesados e que se subordinam a lógicas de "aparelho", mas também por não me encaixar nas organização políticas existentes. Mas de uma coisa não tenho dúvidas: o meu ideário é de esquerda e inclui uma antiga e clara rejeição por tudo o que faça a mais pequena alusão a uma qualquer espécie de totalitarismo.
Nesta fase da luta dos professores, importa reforçar o seguinte: os blogues foram fundamentais para o que já se conseguiu e de acordo com a opinião de uma amiga minha marcaram claramente a agenda política na área da Educação. Colocaram, e colocam, os partidos políticos e as outras organizações existentes muito aflitas. A blogosfera tem exigido uma inédita clarificação de posições através de um escrutínio muito responsável que ainda por cima nunca se coíbe de apresentar soluções.
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