Serão só critérios jornalísticos? E que critérios?
"Tive todo o prazer em ter estado presente no lançamento e apresentação do livro "Os Bonzos da Estatística" de Santana Castilho (17 de Setembro). Santana Castilho não é um desconhecido, não é "um qualquer". Distinguiu-se ao longo destes 4 anos pela crítica aguçada à política educativa(?) deste governo; zurziu com clareza e elegância em muitas das medidas tomadas pelo ministério de Lurdes Rodrigues, com a mesma naturalidade com que censurou posições dos sindicatos e dos professores. Impõs-se pela limpidez acutilante da sua escrita e pela segurança das suas análises. Num momento em que "os professores" foram constituidos num dos núcleos centrais da campanha eleitoral, quis acreditar que a apresentação desta obra merecesse a atenção da comunicação social. Fiquei apreensivo quando constatei que nenhuma televisão se dera ao trabalho de se deslocar ao Palácio Galveias. Admiti que na larga plateia que ouviu e aplaudiu a apresentação de Manuel Patrício e as emocionadas palavras de S. Castilho se encontrassem jornalistas. Não sei. Mas sei que no meu jornal de leitura obrigatória todos os dias - O Público - não encontrei uma única referência. E, ao que me dizem, o mesmo aconteceu na generalidade da comunicação social. Critérios jornalísticos? Ou a intenção (política) de não dar relevância a uma voz incómoda?
Para os professores: "Os Bonzos da Estatística - Ideias Falsas que Travaram a Educação" é um elogio crítico aos que resistiram e continuam a apostar numa escola pública que valha mesmo a pena. A não perder."
António Avelãs
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