Já se sabe: os grandes partidos são uma federação de interesses; têm o on e um imenso off. Mas o que mais espanta é saber-se das posições em off de alguns dirigentes e depois vê-los a vociferar e esbracejar em defesa daquilo com que não concordam - pelo menos dizem-no com a mesma ênfase com que sustentam os interesses federados -.
Dá mesmo vontade de rir, se esse tipo de comportamento não fosse trágico para a democracia e para a credibilização da política. O partido político da ainda maioria absoluta é, pelos menos nesta fase, e no que às políticas da Educação diz respeito, uma federação de hipocrisias.
Nem sei se o que acabei de escrever se aplica às declarações que ouvi na rádio e que encontrei na edição do Público online; sinceramente que não sei. Mas que raio: ao ouvir Jaime Gama afirmar que o que está em causa é escolher entre o passado e o futuro e que se os eleitores não escolherem o partido dele correm o risco de regressar ao tempo do "país das corporações", só apetece perguntar a este senhor se tem estado a viver neste país.
Gama alerta para o risco de "recuar ao tempo em que os interesses corporativos dominavam o país"
"O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, afirmou na Convenção Nacional do PS que nas próximas legislativas há o risco de “recuar a um tempo em que os interesses corporativos dominavam o país”.
“As escolhas políticas em causa são”, afirmou, “saber se há um governo capaz de enfrentar as dificuldades” ou se, pelo contrário, “a noção de interesse público claudica perante o vociferar constante de interesses sectoriais”.(...)"
Está XÉXÉ! É o que é.
ResponderEliminarOu de facto não vive aqui, onde os interesses não são só corporativos, mas também.
ResponderEliminarSão tão bons a contar histórias...