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domingo, 1 de outubro de 2023

Alguém que informe o PSD

Alguém que informe o PSD que os professores reformados não podem recuperar tempo de serviço. A proposta de recuperação em 5 anos (20% em cada um) é tão surpreendente como querer recuperar a brutalmente injusta avaliação do desempenho como factor para concursos. Se chegarem ao poder em 2026, a recuperação do tempo terminará em 2031. Além de tudo, a não recuperação já originou perdas irreparáveis no valor das reformas (muitos professores nem terão pensão capaz de pagar um lar de idosos). Por outro lado, não estavam cá em Novembro de 2022 quando os professores explodiram de indignação por se querer passar o concurso para a autocracia escolar e com a avaliação Kafkiana como factor de seriação?

sábado, 11 de setembro de 2021

250 mil euros por um T3 em Lisboa?!

Os candidatos do PS e do PSD estavam há uns bons minutos a debater modos de fazer face à aquisição ou arrendamento de um T3 em Lisboa que, na compra, tem, segundo os candidatos, um valor de 250 mil euros. Com perplexidade, a moderadora televisiva finaliza a contenda: mas conhecem algum T3 à venda em Lisboa por 250 mil euros?

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Pelos EUA e na Contenda Biden versus Trump


Impressiona ler e ouvir alguns analistas em Portugal. E há mesmo quem se desfaça em elogios a Trump e às suas qualidades em campanha sem uma palavra para a cortina de fumo que nos EUA é evidente. Trump ergue com uma mão a bandeira dos golpes eleitorais e com a outra domina os correios provocando atrasos nos votos por correspondência nos estados em que o dia da eleição era o final do prazo de recepção, como no Wisconsin e na Florida.


Por outro lado, o tal candidato desconsiderado no início da contagem dos votos é o presidente mais votado no voto popular da história dos EUA. Isso é já irreversível e ainda há milhões de votos por contar. O elogio do chico-espertismo, e de certa forma da ideia de que o crime compensa, é um sinal de nivelamento por baixo.

sábado, 7 de setembro de 2019

A Corrupção e Banksy

 


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O desenho na imagem é de Banksy. Uma leitura possível, é que o combate à corrupção não é mais eficaz por falta de meios. É um facto relatado por investigadores e profissionais. Mas nem sempre será assim. Há também casos estranhos de profissionais que abdicam de meios elementares disponíveis (uns vulgares pneus); é outra leitura do desenho.


Encontrei uma notícia de 29 de Maio de 2019: 



"A corrupção minou a sociedade. De cima para baixo e de baixo para cimaÉ uma das maiores quedas no ranking mundial: Portugal está menos competitivo que no ano passado. Corrupção, impostos e economia paralela são algumas variáveis que contribuíram para a descida.(...)".



Nem um mês depois, outra notícia diz assim:



"Relatório internacional: Portugal volta a fazer má figura na prevenção da corrupção. Entre os 49 países que integram o Greco, um organismo criado pelo Conselho da Europa para monitorizar a corrupção, Portugal destaca-se entre os 16 que não cumprem boa parte das recomendações. Portugal é ainda o país com maior percentagem de medidas ainda por implementar."


"Portugal é o país europeu que menos cumpre recomendações contra a corrupção. Conselho da Europa critica o Estado português pela falta de medidas contra um crime especialmente grave."



Estranhamente, não é sequer assunto de campanha eleitoral.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Não É no Dia Seguinte

 


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Os resultados das políticas públicas não acontecem no dia seguinte, muito menos na educação. Só legisladores nada rigorosos é que consideram o imediatismo. Seria demasiado não avisado, por exemplo, decretar um estilo de ensino para todas as salas de aula. A liderança da sala de aula inclui um número tal de variáveis e complexidades que exige contenção. Nem nos momentos pré-eleitorais se aceitam ligeirezas. Quando um governante, ou até um correligionário partidário, advoga um qualquer "milagre" nas políticas educativas, não deve ignorar um horizonte temporal de uma a duas décadas. Em Portugal, por exemplo, se um governante actual proclamasse um sucesso retumbante na educação, estaria a certificar as proclamadas políticas a não seguir, e por reverter quase na totalidade, dos dois governos anteriores (as organizacionais de Sócrates e as curriculares de Passos Coelho e Portas). Repito a frase que inscrevi recentemente (de Gonçalo M. Tavares): 



"A política parece cada vez mais uma administração de palavras e não de coisas. Não se trata já de transportar pesos, de “deslocar” acontecimentos de um lado para outro, trata-se antes, e primeiro, de um transporte de vocábulos".


domingo, 13 de janeiro de 2019

Falsas Promessas

 


 


 


Que me lembre, ocorreu há cerca de um ano o último grande "picomediático sobre a gestão das escolas. Concluiu-se que a democracia representativa foi uma miragem no modelo actual com destaque para a eliminação da vivência democrática numa instituição que se quer exemplar. É triste, mas é assim. Está documentado. Escolher as direcções (num modelo de concurso público único no mundo conhecido que está desacreditado e desprestigiado) terá sido o propósito da constituição dos Conselhos Gerais. Quem eliminou (2009) o que existia, fê-lo já em desespero de causa e contra uma forte e fundamentada contestação. Há um consenso em todos os estudos conhecidos sobre o modelo vigente e a imperativa oxigenação do ambiente: os conselhos directivos devem ser eleitos por todos os que exercem funções nas escolas integrados num caderno eleitoral mais alargado semelhante ao que existia até 2009. É, portanto, com alguma incredulidade que se regista o silêncio do apoio parlamentar ao actual Governo. É uma falsa promessa (bem sei que as fake estão na moda) que inscreve a fragilização da democracia (já em velocidade de cruzeiro na Europa - como alguém disse, "é assustador se pensarmos que a memória colectiva tem um limite de 70 anos" -, mas que, como todos os fenómenos europeus importantes do último século, chega mais tarde a Portugal) e depois ainda há quem a remeta apenas para a vertente financeira.


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Duas notas: 1. Percebe-se o silêncio: os partidos do antigo arco governativo têm os "compromissos" com o neoliberalismo, o BE diz que amadureceu e uma qualquer amnésia atingiu o PCP. 2. A fragilização da democracia acentua-se se pensarmos nas escolas (a maioria) que não são sede de agrupamento. No modelo vigente, a gestão da totalidade dos orçamentos e recursos administrativos passou para as sedes (uma minoria) dando espaço à antiga ideia de gestão de procedimentos: "Portugal é Lisboa e o resto é paisagem". 



 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

das autárquicas 2017 pelas caldas da rainha

 


 



Formatei este post para o registo do blogue. Os dados foram obtidos aqui e em pouco tempo se constrói uma publicação para outros concelhos. Resido nas Caldas da Rainha desde 1989. Desde 2005 (o blogue é de 2004) que faço um post sobre as eleições autárquicas neste concelho. Desta vez, foram dois bloggers que me "desafiaram" já que a paciência se esgota para alguma redundância. Daí a brevidade da escrita; e da análise.


 



Se ler o post sobre as "autárquicas 2013 nas Caldas da Rainha" (ou de 2009) registará pequenas diferenças. Se a abstenção nacional desceu para 45.03% (quadro seguinte)


 


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nas Caldas da Rainha os abstencionistas são 52.17% (quadro seguinte).


 


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Há 12 freguesias. As 2 da cidade registaram uma abstenção próxima dos 60% (quadros seguintes: 1 - Caldas da Rainha - Santo Onofre e Serra do Bouro e 2 - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório) e as restantes 10 inscrevem valores próximos da média nacional (algumas mesmo abaixo do valor médio).


 


Freguesia: Caldas da Rainha - Santo Onofre e Serra do Bouro


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Freguesia: Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório


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Em relação a 2013, verificou-se a desistência eleitoral de um movimento independente. Durou uma legislatura. É a segunda vez que acontece. Os eleitores distribuíram-se pelos partidos tradicionais (quadro seguinte) e, provavelmente, com maior incidência no partido vencedor.


 


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A limitação de mandatos impediu o PSD, e ao fim de 27 (vinte e sete) anos, de apresentar em 2013 o mesmo candidato ao executivo. Com a queda de popularidade do Governo PSD+CDS a ideia de mudança ganhou ânimo. Não foi assim, como se viu nos quadros.


Desta vez, e com o PSD em quebra nacional continuada, o partido laranja aumentou o número de votos para valores próximos de 2009 e o PS, que nesse ano registou o mais baixo resultado de sempre no concelho, obteve ainda menos votos em 2013 e 2017 (quadro seguinte).


 


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O CDS não conseguiu eleger um vereador. "Passou" para o PSD. O BE subiu a votação e a CDU desceu. Dá ideia que a "impossibilidade" da oposição caldense gerar uma alternativa aglutinadora garante ao PSD mais de 30 anos de vitórias autárquicas consecutivas mantendo as mesmas caras no executivo desde o século passado. Há sempre uma ou outra alteração, mas o núcleo do executivo confirma essa característica nos mandatos com pelouro.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

da espuma dos dias

 


 


 


 


"Grande adesão das pessoas", achou o candidato. "Pudera! Não te candidatas pelo PAN", observou um espectador de ocasião.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

das coisas imutáveis

 


 


 


 


Decorre a campanha eleitoral para as autárquicas. São eleições locais. São precipitadas as conclusões nacionais dos resultados. Não me parece que alguém beneficie com a partidarização de assuntos nacionais a pensar nas eleições locais. Por falar nisso, vi um telejornal das 20h00. Escolhi a SIC e lá apareceu Miguel Sousa Tavares a derreter os funcionários públicos recuperando a divisão com os privados. É toda uma série de coisas imutáveis.

sábado, 17 de junho de 2017

com férias no horizonte

 


 


 


Como caminhamos para férias, que é também um tempo de memórias, revisitei alguns momentos marcantes na crise da escola pública que vai em mais de uma década (2002 - 2015) de plano inclinado. Durão Barroso mostrou-se, há cerca de dois anos, "nostálgico da escola da ditadura". Sei pouco do que pensa este ex-primeiro-ministro, para além destes sound bites. O seu percurso político foi sempre silencioso, à excepção de uma fraquíssima campanha eleitoral para primeiro-ministro (2002). O seu legado, e do seu Governo, traçou a fronteira da descida da escola pública e da desconfiança nos professores. Os governos seguintes fizeram o resto.

quarta-feira, 22 de março de 2017

arquivo de repetições: e depois não queremos os trump´s

 


 


 


Se os eleitores ficarem "totalmente" indiferentes à banalização do mal ou da mentira, uma democracia deve preocupar-se com a saúde. Há muito que se teme o fenómeno. É que um dia os eleitores "acordam" e viram-se para fora do mainstream.


As declarações do presidente do Eurogrupo são muito graves. É incontestável. É muito mau para a Europa. Mas há quase três anos declarou um mestrado com uma designação que não existia. Podia ser engano administrativo. Não foi. Não tinha esse grau académico, mas administrativamente continuou como presidente do Eurogrupo. A Europa está administrativamente assim. Se olharmos para a hecatombe moral dos políticos mainstream franceses com as suas legalidades administrativas, só por muita sensatez dos eleitores é que podemos esperar a derrota da extrema-direita francesa.


 


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Que não se repita

 


 


 


O Expresso noticia a crise de crescimento eleitoral da extrema-direita francesa. Dá ideia que Le Pen não capta votos acima, quando muito, dos 38%. Se olharmos para os recentes exemplos do Brexit e de Trump, e considerando, obviamente, os diferentes contextos, espera-se que não se repitam os clamorosos erros das sondagens.



"O candidato independente Emmanuel Macron deverá ser eleito Presidente da França a 7 de maio, com quase o dobro dos votos da candidata de extrema-direita da Frente Nacional, segundo continuam a indicar as sondagens que a Opinionway faz diariamente."


 


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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

É a democracia, mesmo que

 


 


 


 


"Varrer para debaixo do tapete" foi uma expressão acertada que ouvi de madrugada para caracterizar a descida valorativa dos arcos governativos nas democracias ocidentais. Não há tapete que encubra tamanha ganância e promiscuidade; dito assim para ser brando. É um dia triste. As pessoas que não frequentam as oligarquias estão saturadas de tanta defesa de um qualquer institucional e o quarto poder já provou que determina presidentes como quem aconselha sabonetes; com uma vantagem para os sabonetes presidentes: só precisam de aparecer muito, mesmo que ridicularizados ou trocando de opinião como quem muda de camisa. O problema pode estar mais nos dias seguintes.


PS: repito a imagem que usei num post de anteontem e nem é pela dificuldade na escolha de um shampoo+amaciador elucidativo. Repito a citação de Dominique Wolton nesse post: "a finança comeu a política".


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terça-feira, 8 de novembro de 2016

do dia seguinte

 


 


 


Sabemos que a diplomacia internacional se exerce no espírito das guerras. Podemos dizer o mesmo de algumas campanhas eleitorais. A eleição presidencial nos EUA é sempre disputada. Obama concretizou um momento histórico inesquecívelmas o tempo em exercício foi insuficiente para "resolver" a grave situação que encontrou no médio oriente. O pragmatismo das campanhas eleitorais tem exigências, mas gostaria que o dia seguinte não continuasse a alimentar a indústria do terror. No caso da desejada, e esperada, vitória de Hillary Clinton, espera-se que o Partido Republicano ouça as suas vozes democratas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Ou seja, "a finança comeu a política"

 


 


O filósofo francês Dominique Wolton concluiu: "a finança comeu a economia e a economia comeu a política". Ou seja, se A é superior a B e B superior a C, logo, A é superior a C. É este o problema que se tem colocado nas eleições presidenciais nos EUAHillary Clinton está, como todos os políticos do sistema, tão ligada a um A que caiu em desgraça com a crise financeira de 2008, que qualquer Trump mantém a expectativa em relação ao resultado final. Mesmo que Hillary Clinton vença, como se deseja, Trump alarga um perigoso caminho. Há uma relação directa entre finança e tecnologia que explica estes fenómenos. Dominique Wolton "anda irritado com a aldeia global, dominada pela ditadura da tecnologia, denuncia as indústrias imperialistas do século XX" e alerta: "Se quisermos salvar a democracia, é preciso que a política regule a técnica". Não sei se Hillary Clinton tem desprendimento para o desafio, já que a "sua" finança, que comeu a técnica, comeu a "sua" política.


 


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