E não é que num dos momentos mais sobreaquecidos da luta dos professores e quando é consensual a queda dos titulares e do monstruoso modelo de avaliação, eis que a questão que consegue absorver o maior débito de caracteres e de consumo de neurónios é a estratosférica obtenção da menção de excelente ou de muito bom por parte de um reduzido número de professores através do "complex dois" que durou, em média, cerca de sete meses.
É, com toda a certeza, um caso impar na Europa - está bem, eu sei que é inaudito apenas na do centro e na do norte -.
Ninguém acreditaria que depois de quatro anos desastrosos para a escola pública, assistiríamos a um braço-de-ferro através da exponencial e sofisticada troca de argumentos para a solução de matéria tão tradutora do propalado rigor e do estímulo da meritocracia.
Não; não está ao alcance de um qualquer país.
Tem razão Paulo. É uma coisa doentia e com gente bem oportunista. Humilhante.
ResponderEliminarPodia ter concorrido e não o fiz.
ResponderEliminarConheço n prof’s que não concorreram e não sao.
Conheço outros que o foram por imposição do 10 escalao.
Outros que arranjaram cargos que nunca desempenharam para conseguirem mais uns pontos.
Outros que fizeram a vida negra aos colegas, impondo-lhes o cargo da sua titularidade autoritária.
Uma vergonha!
O desastre socio-afectivo e as relações socio-profissionais entre os professores vao demorar décadas a serem restabelecidas,mesmo que tudo seja revogado.
Os ataques das actuais gestões continuam quotidianamente a ferir as relações socio-profissionais.
Começam os titulares a auscultar opiniões.
Começam as declarações de inocência.
Uma coisa é certa: não é preciso pedir desculpas pois elas evitam-se e, quem nao deve não teme…
por outro lado, as escolas ficaram a conhecer os verdadeiros filhos da mãe.
CONCORDO ABSOLUTAMENTE:
ResponderEliminarAo testemunho pessoal respondo que temos pena mas quem não quer ser lobo não lhe veste a pele!
ResponderEliminarNo meu burgo (unidade de gestão unipessoal nepótica) ultra-adesivado e cheio de “gente sem ideais” que foi a todas as manifestações e que depois foram os primeiros a pedir aulas assistidas, só 2 professores em 97 não entregaram OIs (director decidiu fazer os OIs dos 2). E agora depois de algumas baixas médicas porque as cotas não chegam e há adesivos +, outros ++ e ainda os preferidos e amigos… Ainda há a face oculta da avaliação que é mais secreta que o segredo de justiça! Estão todos doidos e doídos por não serem os escolhidos!
Não tenho pena nenhuma. Quem é invertebrado deve ser tratado como tal!
É INCRÍVEL como diz o Paulo: não está ao alcance de um qualquer país. Quase que não consigo acreditar. Cada povo tem os governantes que merece.
ResponderEliminarNão deixa de ser preocupante. Com tantos problemas por resolver, mesmo com os professores, passam horas a discutir estas coisas.
ResponderEliminarÉ a democracia. Pode ser um assunto mesquinho e de oportunistas, mas é importante que seja esclarecido. Chegará a bom porto?
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ResponderEliminarOs recursos são escassos, estes senhores estão a hipotecar o país com grandes obras para sair da crise? Ou melhor para tapar o Sol com peneira, são mais uns milhões a transferir para os grupos económicos da face oculta, em detrimento da face culta que são os professores.
O aumento do número de alunos por turma com a consequente redução de turmas e de professores nas escolas. O congelamento das carreiras, a criação de duas classes de professores com a burocracia acrescida na avaliação, visando somente correr com muitos professores do sistema e emagrecer o orçamento do estado à custa de uma classe que tem sido muito importante localmente a nível social e cultural.
É bom não esquecer o que o anterior ministério fez na educação, as grandes atrocidades cometidas, a humilhação constante da classe docente na comunicação social. Divisões que muito dificilmente serão reparadas, criaram uma situação insustentável e irreversível.
Criaram um monstro que agora estão a tentar remediar, mas é pior a emenda que o soneto. Neste caso, se o soneto foi trágico, a emenda é aterradora.