quarta-feira, 11 de novembro de 2009

vergonha e ponto final

 


 



Foi daqui


 


 


 


Há, ou pelo menos houve, professores com medo nas escolas portuguesas. E não é receio por ter de se entrar numa sala de aula; isso existe, sabemos que sim. O que quero evidenciar é o medo do ambiente de cortar à faca que se instalou. Medo de se ser perseguido numa atmosfera insidiosa, em muitos casos do tipo pró-fascista (não tenhamos medo de usar as palavras fortes), que caracterizou o ambiente insuportável que recebeu a anuência de alguns dos diplomas legais que o ME produziu nos últimos quatro anos. Que ninguém tenha dúvidas disto. Aquela gente gordurosa, com espírito tiranete e que pulula nas sociedades, recebeu uma verdadeira licença de condução.


 


Quando, no ano lectivo passado, alguém questionou um dos secretários de estado em plena Assembleia sobre este assunto, recordo que a irónica e insensível resposta foi: "coitadinhos dos professores".


 


Leia então a notícia que se segue e veja como um dos actuais secretários de estado caracteriza o ambiente que se vivia, e que se vive ainda, em algumas escolas portuguesas. Uma vergonha e ponto final.


 



Modelo de avaliação suscitou críticas ao actual secretário de Estado


 


"O actual processo de avaliação dos docentes criou, nas escolas, um clima de perturbação, tensão e até de medo. A constatação consta de um relatório concluído em Junho pelo Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), cujo presidente, Alexandre Ventura, é agora um dos secretários de Estado da nova ministra da Educação, Isabel Alçada.(...)"


 

7 comentários:

  1. Um professor resistente11 de novembro de 2009 às 20:36

    Sei de escolas onde isto aconteceu. Grave e sem perdão.

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  2. Fiquei chocada com tudo o que li e que só agora soube. Pergunto-me: ERA ESTA A REFORMA QUE PUNHA OS PORTUGUESES CONTRA OS PROFESSORES DO SEU PAÍS?

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  3. Por aqui tb se vê espelhada esta situação. ESTAMOS FARTOS!

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  4. Estamos num país onde o medo impera. As noites negras voltaram. A liberdade de expressão é uma miragem. No entanto não nos podemos calar e afirmar alto e bom som que tivemos e temos governantes que odeiam os professores, ao mesmo tempo que a degradação moral se expande no nosso país.

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  5. O governo de Sócrates foi um autêntico desastre para o nosso país. Homem inculto e rodeado de um conjunto de malfeitores pôs o país a saque. A impunidade o enriquecimento de uns tantos e a degradação moral da sociedade portuguesa a ele se devem. Mas o topo deste desastre foi vivido no Sistema Educativo, onde usou uma mulher ávida de poder amparada por um conjunto de pessoas que odeiam os professores. O mal que esta gente fez ao nosso país é irrecuperável. Nunca mais teremos os nosso professores mais competentes de volta à escola. Os melhores, os que mais sabiam, foram-se envergonhados, enxovalhamos e humilhados. Nunca esta gente terá perdão. Que a consciência lhes pese por toda a vida.

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  6. Um professor preguiçoso11 de novembro de 2009 às 22:51

    É o retrato da minha escola! E já existem algumas consequências em baixas médicas.

    É por todas esta falta de mérito que eu não concordo que se passe a mão no pêlo dos oportunista (na no burgo apareceram vários sabujos que foram a todas as manifs mas quando perceberam qeu poderiam lucrar por falta de concorrência) e esquecer os colegas sem OI que não foram avaliados (na no burgo quem não entregou OI foi premiado com o tpc feito pelo director).

    Não há mérito, nem rigor, nem interesse em melhor o ensino e por isso o melhor é incenerar o lixo tóxico antes que contamine o próximo passo que se quer transparente, credível e justo.

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  7. É uma vergonha tudo isto. Mas filmes destes vão continuar a existir e as sessões vão ser cada vez mais contínuas.

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