Faz tempo que inseri noutro blogue um comentário ao seguinte desafio: "saber se há uma agenda de esquerda para as autarquias e as políticas urbanas: (...) estaremos dispostos a discutir a oportunidade da pergunta?".
Achei interessante a questão e escrevi um pequeno texto ao sabor das teclas. Copiei-o e guardei-o por aqui para uma publicação posterior. Pode ser que este acervo de ideias gere alguma reflexão e quem sabe seja útil para programas desta e doutras áreas.
Foi quase assim (fiz umas pequenas correcções):
"Viva.
É claro que tem de haver e isso depende sempre muito das características das pessoas que as aplicam: "não há" agendas sem pessoas que as ponham de pé e isso torna ainda mais difícil a análise das práticas e das suas diferenças no sentido colocado pela pergunta.
Desde logo nas causas fracturantes; ai há diferenças objectivas que originam modos distintos de olhar o mundo e, espera-se, de concretizar as políticas.
Depois há todo um universo de instrumentos de gestão e de intervenção urbana que, e apesar da sua aparente expurga ideológica, devem obedecer a diferenças: de forma sumária, já que esta matéria dá para rios de caracteres, a esquerda deve olhar o urbanismo na totalidade e evitar centrar-se em programas exclusivos (só património; ou só o centro histórico; ou só esta forma de representação cultural, e etc e com muita e declarada atenção às representações alternativas e ditas minoritárias);
Deve encontrar modelos de gestão que contrariem a ideia que esquerda é sinónimo de desperdício, de despesismo e de gestação de lideranças fracas e incompetentes e isso só se consegue com uma predominância de software sobre hardware no modo quotidiano de fazer a cidade e os diversos programas (e só aqui podíamos ficar a tarde inteira :)); (é disto que se fala quando se advoga o governo para as pessoas e as cidades criativas?)
A agenda da esquerda tem de combinar inclusão com a capacidade de se ser operativo e de acompanhar o que se passa no mundo dando eco às idiossincrasias do lugar onde existe;
Há uma característica do "modus operandi" da esquerda que responde à má burocracia com mais burocracia o que resulta quase sempre numa atmosfera irrespirável e inimiga da cidadania, da inovação, do espírito cooperativo e da mobilização dos cidadãos para a vida na polis.
Bem; peço desculpa; isto foi mesmo ao correr das teclas; se o debate se efectivar voltarei.
Aquele abraço."
PIM! PAM! PUM! CADA BOLA BATE NUM.
ResponderEliminarFizeste-me rir. Mas não era essa a intenção :) Desculpem a private joke
ResponderEliminarAssim não brinco.
ResponderEliminarConcordo. Associo-me no protesto.
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ResponderEliminarfalam de quê?