quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

agendas de esquerda

 



Foi daqui. 


 


 


Faz tempo que inseri noutro blogue um comentário ao seguinte desafio: "saber se há uma agenda de esquerda para as autarquias e as políticas urbanas: (...) estaremos dispostos a discutir a oportunidade da pergunta?".


Achei interessante a questão e escrevi um pequeno texto ao sabor das teclas. Copiei-o e guardei-o por aqui para uma publicação posterior. Pode ser que este acervo de ideias gere alguma reflexão e quem sabe seja útil para programas desta e doutras áreas.


Foi quase assim (fiz umas pequenas correcções):


 


"Viva.




É claro que tem de haver e isso depende sempre muito das características das pessoas que as aplicam: "não há" agendas sem pessoas que as ponham de pé e isso torna ainda mais difícil a análise das práticas e das suas diferenças no sentido colocado pela pergunta.



Desde logo nas causas fracturantes; ai há diferenças objectivas que originam modos distintos de olhar o mundo e, espera-se, de concretizar as políticas.



Depois há todo um universo de instrumentos de gestão e de intervenção urbana que, e apesar da sua aparente expurga ideológica, devem obedecer a diferenças: de forma sumária, já que esta matéria dá para rios de caracteres, a esquerda deve olhar o urbanismo na totalidade e evitar centrar-se em programas exclusivos (só património; ou só o centro histórico; ou só esta forma de representação cultural, e etc e com muita e declarada atenção às representações alternativas e ditas minoritárias); 



Deve encontrar modelos de gestão que contrariem a ideia que esquerda é sinónimo de desperdício, de despesismo e de gestação de lideranças fracas e incompetentes e isso só se consegue com uma predominância de software sobre hardware no modo quotidiano de fazer a cidade e os diversos programas (e só aqui podíamos ficar a tarde inteira :)); (é disto que se fala quando se advoga o governo para as pessoas e as cidades criativas?)



A agenda da esquerda tem de combinar inclusão com a capacidade de se ser operativo e de acompanhar o que se passa no mundo dando eco às idiossincrasias do lugar onde existe;



Há uma característica do "modus operandi" da esquerda que responde à má burocracia com mais burocracia o que resulta quase sempre numa atmosfera irrespirável e inimiga da cidadania, da inovação, do espírito cooperativo e da mobilização dos cidadãos para a vida na polis.



Bem; peço desculpa; isto foi mesmo ao correr das teclas; se o debate se efectivar voltarei.



Aquele abraço."

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