Mostrar mensagens com a etiqueta agendas políticas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta agendas políticas. Mostrar todas as mensagens

domingo, 10 de março de 2013

nova inundação

 


 


 


 


De vez em quando até há um hiato, mas a regra é a parametrização das economias mundiais pelas agências de raiting. Esta semana, a Fitch ocupou-se da nossa agenda mediática e ouvi vários noticiários da estatal Antena 1 abrirem com estes comprovados servidores dos especuladores financeiros. Na semana passada foi a Standard & Poor´s com uns anexos do Goldman Sach´s.


 


E tem piada que os comentadores, como há pouco Marcelo Rebelo de Sousa, antecedem ou acrescentam a informação com os seguintes: vale o que vale, sabe-se da sua falta de rigor em tempos recentes, estão em maus lençóis com a administração Obama, erram muito e sempre para os mesmos interesses e por aí fora. É estranho, porque anexam sempre a sentença: não podemos fugir à sua classificação. Agências tão descredibilizadas e com tanta influência só podem servir interesses muito poderosos.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

da série o império ataca

 


 


 


 


Vi ontem, embora com alguma desatenção, o expresso da meia-noite da SICN sobre o o nosso descalabro financeiro. Na primeiro ronda chamou-me à atenção um economista mais destemido (do género ultraliberal-fanático-do-Estado-mínimo).


 


Na sua segunda intervenção, José Carneiro avançou com a mudança radical de paradigma, meteu a história das últimas duas décadas da Suécia na discussão (os outros intervenientes avisaram-no que a história vai para além disso) e, em desespero argumentativo, socorreu-se de Adam Smith (que deve dar voltas no túmulo com tanto citador instantâneo) e do "(...)pouco mais é necessário para erguer um Estado, da mais primitiva barbárie até o mais alto grau de opulência, além de paz, de baixos impostos e de boa administração da justiça: todo o resto corre por conta do curso natural das coisas.(...)".


 


Bastava que alguém lhe dissesse que foi o mesmo liberal quem escreveu que"(...)a riqueza de uma nação mede-se pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes.(...)" para que o estranho nervoso que estava a evidenciar se acentuasse.


 


Tive curiosidade e fui saber quem era.


 


É que nos últimos dias estranhei a presença mediática de Lurdes Rodrigues (até José Sócrates voltou a publicitar a sua actividade profissional). Depois de saber quem era o economista radical ((...)Antes de ingressar na FLAD (para onde também foi promovida Maria L. Rodrigues) em Abril de 2011, José Sá Carneiro, economista, exerceu a sua actividade profissional no Norte de Portugal: desde 2000 como Director-Coordenador de Investimento Imobiliário no Banco Privado Português (BPP)(...)), fiquei ainda mais convencido que se iniciou mais uma série do império ataca.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

provisórios?

 


 



Foi daqui


 


 


 


A liberdade e a democracia são dois valores inalienáveis. As ideologias políticas são determinantes para fazer avançar o mundo nos domínios essenciais da utopia, da poesia, da regulação do que existe e da emancipação daquilo que é possível. A história já é suficientemente vasta para determinar a algumas correntes um punhado significativo de rombos no telhado que obrigam a que as pedras fiquem quietas. Da esquerda atarantada à direita passadista, passando pelo centralismo mais híbrido e oportunista, todos já praticaram ou proporcionaram momentos negros em número suficiente. Já nem a arte cínica que remete as ideologias para o conjunto dos interesses inconfessáveis é suficiente para explicar as encruzilhadas que ciclicamente se abatem sobre as sociedades. Sejamos humildes mas determinados. Nada mais nos pode valer.


 


O sistema escolar, e também a Educação, já agora, necessitam de uma agenda. A escola, que por definição é uma instituição em crise, tem sido uma entidade estudada. Embora os estudos sobre a sua organização e gestão, e principalmente nas últimos décadas, tenham obedecido a uma envergonhada subalternização aos saberes empresariais, existe património próprio e autorizado que deveria ajudar a definir um rumo.


 


A recuperação da ideia de ensino, o restabelecimento de uma lei de bases de base, passe a redundância, alargada e com exigências de estabilidade, a irrefutável desburocratização do tratamento da informação, a assunção de que à inclusão se devem associar critérios inequívocos de exigência, a aceitação sem reservas de que só uma escola com poder democrático educa para a liberdade e para a democracia, a defesa intransigente de que as desigualdades escolares se combatem com mais sociedade e não com escolas armazéns, são alguns dos pressupostos que podem definir uma agenda consensual, moderna, coerente, sustentada, sólida e com balizas claras.


 


O que é de todo impossível de sustentar é o que se tem passados nos últimos anos. O atrevimento generalizou-se. Não me lembro de tempos assim. O sistema escolar, e muitas das escolas, parece que estão ao alcance dos bárbaros. Uma barca de tresloucados atracou na costa e largou-os por aí. É a imagem que me vem à cabeça. Não me lembro de tempos sequer parecidos. É tudo isto que leva a que um anónimo olhe para o próximo ano lectivo e escreva com toda a propriedade o seguinte comentário na blogosfera:


 


"Vai ser um ano de Comissões Administrativas Provisórias, num país provisório, com professores provisórios e medidas provisórias, decididas por um governo provisório. Alguns agrupamentos de escolas aguentarão, provisoriamente, até ao proximo ano. Depois, outras medidas provisórias serão tomadas!"

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

agendas de esquerda

 



Foi daqui. 


 


 


Faz tempo que inseri noutro blogue um comentário ao seguinte desafio: "saber se há uma agenda de esquerda para as autarquias e as políticas urbanas: (...) estaremos dispostos a discutir a oportunidade da pergunta?".


Achei interessante a questão e escrevi um pequeno texto ao sabor das teclas. Copiei-o e guardei-o por aqui para uma publicação posterior. Pode ser que este acervo de ideias gere alguma reflexão e quem sabe seja útil para programas desta e doutras áreas.


Foi quase assim (fiz umas pequenas correcções):


 


"Viva.




É claro que tem de haver e isso depende sempre muito das características das pessoas que as aplicam: "não há" agendas sem pessoas que as ponham de pé e isso torna ainda mais difícil a análise das práticas e das suas diferenças no sentido colocado pela pergunta.



Desde logo nas causas fracturantes; ai há diferenças objectivas que originam modos distintos de olhar o mundo e, espera-se, de concretizar as políticas.



Depois há todo um universo de instrumentos de gestão e de intervenção urbana que, e apesar da sua aparente expurga ideológica, devem obedecer a diferenças: de forma sumária, já que esta matéria dá para rios de caracteres, a esquerda deve olhar o urbanismo na totalidade e evitar centrar-se em programas exclusivos (só património; ou só o centro histórico; ou só esta forma de representação cultural, e etc e com muita e declarada atenção às representações alternativas e ditas minoritárias); 



Deve encontrar modelos de gestão que contrariem a ideia que esquerda é sinónimo de desperdício, de despesismo e de gestação de lideranças fracas e incompetentes e isso só se consegue com uma predominância de software sobre hardware no modo quotidiano de fazer a cidade e os diversos programas (e só aqui podíamos ficar a tarde inteira :)); (é disto que se fala quando se advoga o governo para as pessoas e as cidades criativas?)



A agenda da esquerda tem de combinar inclusão com a capacidade de se ser operativo e de acompanhar o que se passa no mundo dando eco às idiossincrasias do lugar onde existe;



Há uma característica do "modus operandi" da esquerda que responde à má burocracia com mais burocracia o que resulta quase sempre numa atmosfera irrespirável e inimiga da cidadania, da inovação, do espírito cooperativo e da mobilização dos cidadãos para a vida na polis.



Bem; peço desculpa; isto foi mesmo ao correr das teclas; se o debate se efectivar voltarei.



Aquele abraço."