"... fico aguardando telegramas, os azuis recados. os poderes da manhã já pouco duram. à superfície o som move na boca um pouco sopro. não julgues que me importam as roldanas do tempo no teu corpo são certos os abismos de cartão e falsa a neve que nos cobre os passos. de graça a terra nos dispõe na foto e a idade inventa nomes que a dissipem descobre-me impacientes os recados o envelope da urgência o intervalo ..."
António Franco Alexandre
em Poemas.
ResponderEliminarMuito bonito. Do tempo dos telegramas , do tempo que se desvelava e se descobria a esperança. Do tempo em que se sentia o mito de pandora.
António Franco Alexandre foi meu professor de Estética na Faculdade de Letras e é uma personalidade controversa, mas inesquecível, pela sensibilidade e expressividade.
ResponderEliminarViva.
ResponderEliminarGosto muito de muitos poemas seus.
Já vi que és uma sortuda
Não conheceste o Luís Miguel Nava?
ResponderEliminarViva.
ResponderEliminarNão pessoalmente. Mas o seu "Vulcão" é genial: vai à carne :) :)
Vou temporizar um para amanhã em vossa homenagem.
Ele foi professor da minha mulher na Fac. de Letras. Acho que poderia ter vindo a ser um dos maiores da nossa poesia,não tivesse partido tão cedo.
ResponderEliminarViva.
ResponderEliminarTb tenho essa impressão. Já temporizei para amanhã um poema seu. Morreu de modo trágico, em Bruxelas, salvo erro.