As políticas educativas dos últimos quatro anos foram muito abrangentes: demoliram o poder democrático da escola, tentaram denegrir a imagem social dos professores, deram corpo a um projecto de "escola armazém", foram o farol do instalado inferno burocrático emanado do poder central e, em suma, concretizaram o liberalismo selvagem dos neo-conservadores americanos por via da OCDE.
Mas há aspectos positivos, sem dúvida. A renovação do parque escolar do primeiro ciclo e das escolas secundárias e os esforços de formação profissional e de novas oportunidades (embora, e no segundo caso, a propaganda tenha feito muitos estragos).
A destruição do poder democrático da escola localizou-se em três ou quatro diplomas: titulares, monstro da avaliação, gestão escolar e agrupamentos de escolas. A sua associação remetia-nos para uma estrutura de hierarquia centralizada e em pirâmide (tipo militar) em que o unipessoal é sinal de competência e o colegial significa desperdício e ausência de liderança; um logro e um pesadelo, como se comprova.
Se fizermos um rápida retrospectiva histórica, podemos afirmar que já derrotámos a semente do diabo: a divisão em titulares e nos sem título. E se isso era para muitos um vitória impossível, a sua efectivação só nos pode dar esperança no futuro.
Paulo:
ResponderEliminarEscolheste um óptimo título...lembra-me um filme do Roman Polanski "Rosemary's baby"...
O filme tem um fim trágico.A semente do Diabo germina no ventre de Rosemary.
Esperemos que este replantio não germine...
abraço
ResponderEliminar"A Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) vai reunir, no dia 12 de Janeiro, com a FNE. Não se conhece a ordem de trabalhos da reunião. É provável, no entanto, que a questão dos horários e cargas excessivas venha a estar em cima da mesa. Há notícias de escolas onde os directores estão a fazer interpretações abusivas da legislação sobre horários."
Viva.
ResponderEliminarTb me lembrei disso. Então, e quando andava à pesca de imagens, predominavam as do cartaz do filme. Lembrei-me do detalhe que referes. Temos de o expurgar mesmo.
" A macabra história de A Semente do Diabo, um romance da autoria de Ira Levin, tornou-se já um clássico. Rosemary é uma mulher que vive em Nova Iorque, mais precisamente em Manhattan, e que no final do ano de 1999, às portas do novo milénio, se encontra prestes a dar à luz. Porém, não se trata de uma situação normal já que a criança que Rosemary traz no ventre é bem diferente de todas as outras e o seu nascimento pode trazer consequências assustadoras e imprevisíveis para toda a humanidade. É que o filho de Rosemary é também, nada mais nada menos, que o filho de Satanás. Vamos, por isso, ser testemunhas de uma aterradora batalha entre o bem e o mal. Resta saber qual deles sairá vencedor desta terrível luta."
ResponderEliminarUm filme de culto para mim, sem dúvida. Tal como Repulsa ou Macbeth.
ResponderEliminarPolanski consegui realizar obras brilhantes!
Hoje está na mó de baixo...
(pequeno interregno...nem só de ECD vive o professor...)
Entretanto, hoje perdemos Eric Rohmer...
ResponderEliminarBelo filme. Belas memórias. Mas, a semente do diabo, no que à luta dos professores diz respeito, continua no terreno. Foi ceifada a grama, mas a semente vai germinar não tarda muito. E desta vez, vai mesmo doer, até porque já não há DEMOCRACIA NAS ESCOLAS. IREMOS LUTAR POR ELA.
Viva.
ResponderEliminarIsto hoje está numa de transmissão de pensamentos.
Faço um post do Éric Rohmer e venho aqui e...
Uma perda.
Os professores estão de parabéns. Deram um lição cívica ao resto dos portugueses. Mudei de posição em dado momento porque reconheci a vossa razão.
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