Conheceu-se hoje o texto do acordo entre o ME e os principais sindicatos. Já o li, analisei a opinião na blogosfera e ouvi breves entrevistas nos órgãos de comunicação social.
Acordaram-se matérias financeiras até 2013, não chegou a existir uma prova de ingresso na profissão, acabou a injusta divisão da carreira e passam a existir dois patamares com vagas, 5º e 7º escalões, embora com uma majoração que permite que todos os professores ultrapassem esta barreira.
Mas mantém-se a má burocracia do modelo de avaliação, sobrevivendo algumas das características do monstro inexequível: ciclos de dois anos, as mesmas dimensões a serem avaliadas e avaliadores não legitimados.
Se associarmos o que passa a existir ao novo modelo de gestão e aos horários dos professores, temos todos os motivos para afirmar o seguinte: a luta continua.
Ouço dizer que está implícita a negociação de outras matérias. Ficamos à espera; mas atentos e muito intervenientes.
(Só agora reparei. Este foi o post 2000 no correntes.
Para comemorar não foi nada mau. Podia ser pior.
O 3000 será muito melhor.
Estou seguro disso.)
Subscrevo.
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ResponderEliminarMuito Lúcido. Acabei de ouvir MN na rtp2. A Síntese do Paulo é perfeita. Aguardemos, mas não sentados.
Lucidez e PONTO FINAL.
ResponderEliminarHá outras coisas que têm de ser analisadas. Tudo isto está muito confuso...Então o relator tem de ser o prof. do grupo mais graduado e ao mesmo tempo o mais graduado pode ser avaliado pelo elemento do grupo logo a baixo, menos graduado.. É um viradinho toma lá dá cá??? Então vai haver três valores para o bom, 6.5-7 e 7,5...Vai haver muita facada...Parece que a tourada vai continuar... E os anos congelados não contam para os escalões ??? Afinal alguns professores estão no mesmo escalão muito para além dos quatro anos…Quem entra agora não é penalizado…Parece que uma embrulhada estúpida deu lugar a outra, outra em que os professores podem transitar mas a conflitualidade continua…A injustiça esta para durar…Parece que afinal o espectáculo vai continuar…
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ResponderEliminarÉ importante continuarmos atentos para: alterar o modelo de gestão escolar, os ciclos avaliativos, quem avalia e o que se avalia.
Esta coisa que chamam de acordo diz o seguinte:
ResponderEliminard) Que os professores que se aposentem até 2015 serão reposicionados num novo índice salarial de topo (índice 370), mesmo que não se encontrem nesse índice no momento da aposentação.
E eu???
Faltam-me 2 anos para completar os 65 anos e aposentar-me. Tenho 20 anos de tempo de serviço, incluindo a bonificação de 4 anos do mestrado. Estava no antigo escalão 7, actual 4. Há alguém aí com tanto azar como eu???
DUVIDO!!!
Esclareço que só tenho direito à aposentadoria proporcional, 40% do vencimento actual.
ResponderEliminarViva.
ResponderEliminarAo que parece as questões da aposentação vão ser discutidas a partir de 20 de Janeiro.
Vamos estar atentos.
Sou professor, em príncipio de carreira e com as sucessivas alterações de ECD, (transição de carreiras) sou prejudicado em seis anos de serviço, para chegar ao terceiro escalão preciso de catorze anos (e tendo em conta que o 1.º e 2.º escalão são ambos de quatro anos!!!) e hoje pedi a a minha desindicalização. E sou dos que defende a avaliação de todos os professores!!
ResponderEliminarIsto foi a capitulação!
ResponderEliminarJá não tenho idade para acreditar na estória da gata borralheira.
É pena que o M.N. acredite.
Quanto aos outros...
Subscrevo. Um novo entendimento. Vamos ficar de novo isolados e sem sindicatos. Mas não desistiremos, sei disso.
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ResponderEliminarAquilo não foi um acordo. foi um imbróglio com demasiadas pontas soltas. uma fuga para a frente sem horizonte concreto. uma saída de emergência para lado nenhum. chamem-lhe o que quiserem, mas acordo só se for na assinatura e no aperto de mão…
esta coisa só pode ter sido firmada por quem está a anos luz do que realmente se passa nas escolas. ou por quem deseja a todo o custo continuar a ter protagonismo sem outras mediações…
Li tudo o que estava escrito, artigos e comentários. Fiquei sem perceber quase nada. Tenho a certeza de que a seu tempo lá chegarei.
ResponderEliminarHouve um pormenor, no entanto, que ficou claro, ou que já era: a avaliação será feita pelas estruturas organizativas intermédias do agrupamento (vulgo avaliação por pares).
É de lamentar tal facto.
Como não vou à igreja nem faço psicoterapia, é aqui que me vou lamentar. Como é possível insistir nesta estratégia quando se sabe dos dramas de faca e alguidar que se vivem nas escolas? Eu pessoalmente não sou protagonista de nenhum porque sofro para dentro.
Sou mestre em Teoria e Desenvolvimento Curricular, não o sou em Arte da Manipulação, razão pela qual terei que trabalhar até à exaustão para conseguir um MTO BOM ou EXC. Lamentável.
Lanço um desafio às ESEs e Faculdades: criem pós-graduações e mestrados na área acima referida pois não terão mãos a medir quanto ao número de candidatos.
Entretanto vou ler todos os clássicos russos, se me sobrar tempo, para atingir um estado de plenitude que me permita enfrentar injustiças meramente triviais.
Por acaso,agora, o título lembrou-me algo de funesto..."Congresso Financeiro" da IURD...
ResponderEliminarporque serão tão grandes as parecenças?
Gaita, temos de dar o dízimo ao Pinóquio.
Viva.
ResponderEliminarSó logo à noite. Estou num intervalo.
Abraço.