segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

obviamente: alterações na gestão escolar

 


 


O modelo que foi testado em Portugal - em cerca de 30 escolas -, entre 1992 e 1998,  obteve resultados muito insatisfatórios. Esses dados foram considerados na elaboração do modelo de autonomia e gestão que vigorou de 1998 a 2009.


 


Mas em 2005 tomou posse um governo que assumiu combater os tímidos progressos da autonomia escolar por a considerar dispendiosa, como pode ler aqui, e recuperou o insatisfátório; uma tragédia anunciada, como se comprovou.


 


Quem conhece bem o modelo em vigor reconhece de imediato o seu desfasamento temporal, a sua descrença no poder democrático da escola, o seu dogma centralista e a sua capacidade para deslegitimar tudo em que toca. E a coisa é de tal monta e manifesta-se com tamanha evidência, que uns meses depois já obriga ao que vai ler a seguir. É caso para dizer: a tentativa de governamentalidade (o governo das mentalidades de Foucault) caiu ao primeiro safanão.


 



Bloco de Esquerda vai apresentar proposta de alteração ao modelo de gestão escolar





"O Bloco de Esquerda (BE) vai propor, em breve, alterações ao modelo da gestão escolar, de forma a que os cargos de coordenação intermédia sejam eleitos pelos professores e os directores deixem de presidir automaticamente ao conselho pedagógico.(...)

"Parece-nos muito importante que a presidência do conselho pedagógico seja um cargo eleito e não automaticamente do director da escola. São estes espaços de democracia que consideramos fundamental reganhar dentro da gestão escolar", justificou a deputada. Segundo Ana Drago, que falava após uma reunião com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), as escolas deviam voltar a ter a possibilidade de escolher entre um director e um conselho executivo colegial.

Por outro lado, acrescentou, o BE vai propor ainda que "os cargos de coordenação e responsabilidade intermédia passem a ser eleitos pelos professores" e não designados pelo director. "Estamos a assistir a uma partidarização das escolas, com inúmeros casos de intromissão dos poderes municipais nas nomeações", acrescentou. (...)"




 

 

5 comentários:


  1. Quem sabe, sabe. E o Bloco sabe do que fala.

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  2. Quem sabe, sabe. E o Bloco sabe do que fala.

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  3. Um professor resistente25 de janeiro de 2010 às 22:18

    Nem devia ter visto a luz. É ridículo: ainda nem tem um ano e logo requer mudanças.

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  4. É bonito ler estas notícias. Quem diria que ia ser tão depressa.

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  5. Viva Isabel, Resistente e Francisco.

    Vamos aguardar, mas as expectativas são boas.


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