O modelo que foi testado em Portugal - em cerca de 30 escolas -, entre 1992 e 1998, obteve resultados muito insatisfatórios. Esses dados foram considerados na elaboração do modelo de autonomia e gestão que vigorou de 1998 a 2009.
Mas em 2005 tomou posse um governo que assumiu combater os tímidos progressos da autonomia escolar por a considerar dispendiosa, como pode ler aqui, e recuperou o insatisfátório; uma tragédia anunciada, como se comprovou.
Quem conhece bem o modelo em vigor reconhece de imediato o seu desfasamento temporal, a sua descrença no poder democrático da escola, o seu dogma centralista e a sua capacidade para deslegitimar tudo em que toca. E a coisa é de tal monta e manifesta-se com tamanha evidência, que uns meses depois já obriga ao que vai ler a seguir. É caso para dizer: a tentativa de governamentalidade (o governo das mentalidades de Foucault) caiu ao primeiro safanão.
Bloco de Esquerda vai apresentar proposta de alteração ao modelo de gestão escolar
"Parece-nos muito importante que a presidência do conselho pedagógico seja um cargo eleito e não automaticamente do director da escola. São estes espaços de democracia que consideramos fundamental reganhar dentro da gestão escolar", justificou a deputada. Segundo Ana Drago, que falava após uma reunião com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), as escolas deviam voltar a ter a possibilidade de escolher entre um director e um conselho executivo colegial.
Por outro lado, acrescentou, o BE vai propor ainda que "os cargos de coordenação e responsabilidade intermédia passem a ser eleitos pelos professores" e não designados pelo director. "Estamos a assistir a uma partidarização das escolas, com inúmeros casos de intromissão dos poderes municipais nas nomeações", acrescentou. (...)"
ResponderEliminarQuem sabe, sabe. E o Bloco sabe do que fala.
ResponderEliminarQuem sabe, sabe. E o Bloco sabe do que fala.
Nem devia ter visto a luz. É ridículo: ainda nem tem um ano e logo requer mudanças.
ResponderEliminarÉ bonito ler estas notícias. Quem diria que ia ser tão depressa.
ResponderEliminar
ResponderEliminarViva Isabel, Resistente e Francisco.
Vamos aguardar, mas as expectativas são boas.