terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

belisque-se

 


 


 



Foi daqui


 


 


Numa passagem pelos jornais online, dei com o que vai ler a seguir.


 


Já o tinha escrito: é grave que sejam estes os assuntos que movem quem deveria ter trabalho para fazer. Na nossa vida pública sobra em feira de vaidades, em mesquinhez e em palacianismo o que falta em trabalho e em competência. Mas mais: nesta fase, dá ideia que o exemplo vem de cima e que se alastra a uma velocidade assustadora.


 


Ora belisque-se antes de ler porque depois vai ser tentado a fazê-lo com força. 





 


Nuno Santos, director de programas da SIC, é o "executivo de televisão" referido por Mário Crespo na coluna de opinião recusada pelo "Jornal de Notícias" e a quem José Sócrates disse que o pivot do "Jornal das Nove" da SIC Notícias era "um louco" e "um problema" que teria de "ter solução".


Segundo fontes da estação contactadas pelo Expresso, a conversa decorreu no dia de apresentação ao Parlamento da proposta de Orçamento de Estado para 2010, durante a hora de almoço, no Hotel Tivoli, em Lisboa.


 



Iniciativa da conversa foi de Sócrates 


 


 


Segundo as mesmas fontes, terá sido José Sócrates e os seus dois ministros dos Assuntos Parlamentares e da Presidência (Jorge Lacão e Silva Pereira) a dirigirem-se à mesa onde se encontrava Nuno Santos a almoçar com a apresentadora de televisão Bárbara Guimarães.


Em tom exaltado e facilmente audível pelos presentes no restaurante, o primeiro-ministro terá tido a iniciativa de falar de Mário Crespo e do conteúdo do seu noticiário, considerando mesmo que o jornalista deveria "ir para o manicómio". "Definiram-me como um problema que teria de ter solução", escreveu Mário Crespo na crónica censurada.


 



Nuno Santos confirmou palavras do primeiro-ministro 


 


 


A informação sobre o teor desta conversa chegou ao conhecimento de Mário Crespo, não através dos seus colegas da SIC, mas através de um e-mail "de uma pessoa que estava presente no restaurante e me transmitiu o que ouviu", disse o jornalista ao Expresso.


Crespo confirmou, em seguida, as informações junto de Nuno Santos e de Bárbara Guimarães, antes de escrever a sua habitual crónica destinada ao "Jornal de Notícias". Aliás, no artigo - que seria recusado pelo director do JN por, alegadamente, a informação não ter sido confirmada - Mário Crespo sublinha que o relato "é fidedigno. Confirmei-o" e transcreve mesmo partes do e-mail recebido.


O Expresso tentou contactar Nuno Santos, mas até ao momento o director de programas da SIC não esteve disponível.


 


Fonte: expresso online.


 


 






 

5 comentários:

  1. Já me belisquei. E o que eu sinto mesmo é que o primeiro ministro quer calar todos os têm coragem de dizer o que é verdade (palavra que ele não conhece), o que não é de estranhar - ele mente todos os dias.
    Mas é grave o que anda a suceder aos jornalistas. Muito grave.
    Tenho acompanhado tudo o que se diz sobre este PM e adjectivos é coisa que não falta, ao que parece, todos comprovados:
    -arrogante
    -teimoso
    -vaidoso
    -prepotente
    E ontem li também:
    -não tem "affairs" com mulheres...


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  2. Um professor resistente2 de fevereiro de 2010 às 23:26

    Concordo com a Isabel: isto é mesmo grave.

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  3. Já me belisquei! E já sinto tão pouco!

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  4. Também digo. Percebo o Paulo e o título, mas já são tantos os casos e uns a seguir aos outros que...

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  5. Até percebo, mas não podemos deixar que a banalização da canalhice nos retire o pensamento crítico.

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