Numa passagem pelos jornais online, dei com o que vai ler a seguir.
Já o tinha escrito: é grave que sejam estes os assuntos que movem quem deveria ter trabalho para fazer. Na nossa vida pública sobra em feira de vaidades, em mesquinhez e em palacianismo o que falta em trabalho e em competência. Mas mais: nesta fase, dá ideia que o exemplo vem de cima e que se alastra a uma velocidade assustadora.
Ora belisque-se antes de ler porque depois vai ser tentado a fazê-lo com força.
Nuno Santos, director de programas da SIC, é o "executivo de televisão" referido por Mário Crespo na coluna de opinião recusada pelo "Jornal de Notícias" e a quem José Sócrates disse que o pivot do "Jornal das Nove" da SIC Notícias era "um louco" e "um problema" que teria de "ter solução".
Segundo fontes da estação contactadas pelo Expresso, a conversa decorreu no dia de apresentação ao Parlamento da proposta de Orçamento de Estado para 2010, durante a hora de almoço, no Hotel Tivoli, em Lisboa.
Iniciativa da conversa foi de Sócrates
Segundo as mesmas fontes, terá sido José Sócrates e os seus dois ministros dos Assuntos Parlamentares e da Presidência (Jorge Lacão e Silva Pereira) a dirigirem-se à mesa onde se encontrava Nuno Santos a almoçar com a apresentadora de televisão Bárbara Guimarães.
Em tom exaltado e facilmente audível pelos presentes no restaurante, o primeiro-ministro terá tido a iniciativa de falar de Mário Crespo e do conteúdo do seu noticiário, considerando mesmo que o jornalista deveria "ir para o manicómio". "Definiram-me como um problema que teria de ter solução", escreveu Mário Crespo na crónica censurada.
Nuno Santos confirmou palavras do primeiro-ministro
A informação sobre o teor desta conversa chegou ao conhecimento de Mário Crespo, não através dos seus colegas da SIC, mas através de um e-mail "de uma pessoa que estava presente no restaurante e me transmitiu o que ouviu", disse o jornalista ao Expresso.
Crespo confirmou, em seguida, as informações junto de Nuno Santos e de Bárbara Guimarães, antes de escrever a sua habitual crónica destinada ao "Jornal de Notícias". Aliás, no artigo - que seria recusado pelo director do JN por, alegadamente, a informação não ter sido confirmada - Mário Crespo sublinha que o relato "é fidedigno. Confirmei-o" e transcreve mesmo partes do e-mail recebido.
O Expresso tentou contactar Nuno Santos, mas até ao momento o director de programas da SIC não esteve disponível.
Fonte: expresso online.
Já me belisquei. E o que eu sinto mesmo é que o primeiro ministro quer calar todos os têm coragem de dizer o que é verdade (palavra que ele não conhece), o que não é de estranhar - ele mente todos os dias.
ResponderEliminarMas é grave o que anda a suceder aos jornalistas. Muito grave.
Tenho acompanhado tudo o que se diz sobre este PM e adjectivos é coisa que não falta, ao que parece, todos comprovados:
-arrogante
-teimoso
-vaidoso
-prepotente
E ontem li também:
-não tem "affairs" com mulheres...
Concordo com a Isabel: isto é mesmo grave.
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ResponderEliminarJá me belisquei! E já sinto tão pouco!
Também digo. Percebo o Paulo e o título, mas já são tantos os casos e uns a seguir aos outros que...
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ResponderEliminarAté percebo, mas não podemos deixar que a banalização da canalhice nos retire o pensamento crítico.