quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

desconcertante

 


 


 


O Ionline publica, aqui, uma entrevista a Paulo Rangel. As suas ideias sobre Educação são no mínimo desconcertantes. Oscilam entre o discurso que, felizmente, se vai tornando consensual no combate ao eduquês até a um conjunto de ideias recheadas de um atavismo surpreendente para os tempos que correm, uma vez que se afirma defensor de uma espécie de regresso ao saber escrever, ler e contar - back to basics -. Neste domínio exige-se muito mais.


 


É fácil ser-se consensual na recuperação da ideia de ensino, de autoridade, da transmissão de conhecimentos e de centralidade nos conteúdos (e não no aluno), mas se não se tiver esse conjunto de pressupostos bem estruturado e sistematizado o discurso pode resvalar para o mais banal e desfocado dos conservadorismos.


 


Recupera os resultados dos alunos na avaliação de professores, embora, e muito naturalmente, se perca um bocado quando tenta racionalizar a coisa, afirmando que é preciso tempo para um objectivo desses e tem toda a razão.

4 comentários:


  1. É fácil ser consensual quando apenas se dizem banalidades generalistas: metas, objectivos... o difícil é agir no concreto. Também só acredita quem quer.

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  2. Um professor resistente18 de fevereiro de 2010 às 14:36

    Também digo. Não gostei do que li.

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  3. Concordo. Acredita quem quer.

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  4. A entrevista é boa. Sobre Educação diz umas verdades mas com cheiro a bafio.

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