segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

guerra aberta

 


 


Foi daqui


 


 


Nem sei se este governo vai cair quanto mais adivinhar o momento em que essa possibilidade da democracia pode acontecer. Sinto uma atmosfera de nervos à flor da pele associada a uma intensa actividade de "jogos na sombra" de modo a iludir a realidade e a dar uma ideia contrária ao que se pretende. E já se sabe: os jogos políticos não são uma ciência exacta e, por vezes, os dedos entalam-se inesperadamente.


 


Quando a torrente informativa aponta teimosamente num mesmo sentido e bate até à exaustão na mesma tecla pode ser porque as supostas vítimas não se estão a dar muito mal com a coisa. Nunca é muito de fiar quando os mais "poderosos" aparecem na realidade mediática como as mais frágeis das criaturas.


 


Dá a sensação que as principais figuras do estado estão em guerra aberta. Se este governo caísse, o presidente da República ganharia a iniciativa governativa sem eleições e ainda sem uma nova (e indesejada?) figura primeira no seu partido de origem. Mas o processo "face oculta" poderia obrigar a isso mesmo sem deixar espaço para novas eleições legislativas durante o ano de 2010. Esperam-se novos e tórridos episódios.


 


E no meio de tudo isto, de toda esta fumaça, o estado do país continua no sítio do costume.

7 comentários:

  1. Está mau Paulo, muito mau.

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  2. ... pois eu acho que é a fumaça do costume. O povo é sereno.

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  3. O 1º ministro declarou guerra aos portugueses...são palavras de raiva que lhe saem da boca.

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  4. Concordo. Um homem é um bélico e um obsessivo-compulsivo. Temos um doente à frente do estado.

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  5. Foi descoberto gene associado a comportamento obsessivo - compulsivo em ratos de laboratório.

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  6. Mas o gene ligado à velhice tb está a ser investigado. Cuidado, eles podem durar muito...

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  7. Parece-nos oportuna, a propósito , a releitura de Cornelius Castoriadis («A Ascensão da Insignificância», tradução de Carlos Correia de Oliveira, Editorial Bizâncio, 1998):
    "Num texto escrito em 1959-1960 1, eu já descrevia a entrada da sociedade numa fase apática, de privatização dos indivíduos, de recuo de cada um para o seu pequeno círculo pessoal, de despolitização que já não era só conjuntural.
    "(...)Existem factores conjunturais que desempenharam um papel nesta evolução - os choques petrolíferos, por exemplo.(...). Mas por detrás desses elementos conjunturais existem factores de muito maior peso: o desmonoramento gradual e, depois, acelerado das ideologias de esquerda; o triunfo da sociedade e consumo; a crise das significações dos imaginários da sociedade moderna ( de progresso e/ou de revolução). "
    [ob.cit. págs.101-102].
    1 «Le mouvement révolutionaire sous le capitalisme moderne», publicado na época em S. ou B. e retomado no volume da 10/18, »Capitalisme moderne et révolution».
    "Mas, já o dissemos, a decomposição vê-se sobretudo no desaparecimento dos significados, na evenescência quase total dos valores, e, a prazo, isso é uma ameaça para a sobrevivência do próprio sistema."
    "(...)Quando , como é o caso em todas as sociedades ocidentais, se proclama abertamente ( e, em França, cabe aos socialistas a glória de o terem feito de um modo que a direita nunca tinha ousado fazer), que o único valor é o lucro e o dinheiro, que o ideal sublime da vida social é o enriquecimento, será possível conceber que, com esta única base, uma sociadade possa continuar a funcionar e a reproduzir-se? (...) A corrupção generalizada que se observa no sistema político-económico contemporâneo não é periférica ou anedótica, torou-se um traço estrutural, sistémico da sociedade na qual vivemos" (ob. cit. pág.104).

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