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segunda-feira, 5 de maio de 2025
quinta-feira, 13 de março de 2025
De cabeça perdida - o único responsável pela crise é Montenegro e já não há tempo para o trocarem
O único responsável pela crise é Montenegro e já não há tempo para o trocarem. Agora, bem podem apontar para ali ou para acolá.
"Montenegro passa ao ataque: não se deixa "intimidar" e acusa oposição de "jogo político baixo""
"Aguiar-Branco diz que Pedro Nuno "fez pior à democracia em seis dias" do que Ventura em seis anos"
domingo, 28 de setembro de 2014
primeiras impressões das primárias do ps
Caso se confirme a previsível vitória de António Costa, há algumas interrogações que se colocam: o Governo já pode cair? Já se pode marcar a data das eleições legislativas antecipadas? Ou ainda é preciso que Rio seja eleito no PSD?
Olhando a partir do sistema escolar, não me esqueço do post de 24 de Junho de 2014 em que António Costa denunciou a "injusta guerra aos professores como o principal erro do PS".
quarta-feira, 10 de julho de 2013
cavaco e o melhor povo do mundo
Cavaco Silva acaba de anunciar que mantém em funções, mesmo que a prazo, a balbúrdia governamental mais risível a que se assistiu no mundo democrático e ocupou a quase totalidade do seu tempo de antena a explicar ao povo os riscos das eleições; ou seja: deve achar que os garotos do Governo são povo (estou a ouvi-lo e parece que lhe imprimiram várias vezes a página que começa com o "se houvesse eleições antecipadas...") e só pode estar a falar para eles com tantas repetições. O Governo fica em funções, mas é tão mau que cai já daqui a uns meses. A última remodelação parece que foi chumbada.
Agora o presidente da República apela a uma "salvação nacional" entre os partidos do arco governativo, promete eleições antecipadas a partir de Junho de 2014 e diz que promoverá uma figura que construa pontes (deve estar a pensar no Ferreira do Amaral). Dá ideia que fechou uma crise política e que abriu outra.
Cavaco Silva, que foi eleito a primeira vez com um discurso populista e anti-político, deve achar que o povo português é o melhor do mundo já que o elegeu umas quantas vezes para primeiro-ministro e presidente da República. Vitor Gaspar, uma espécie de Cavaco Silva mas com o fatalismo da troika, também achava o mesmo do povo que o aturou de forma anestesiada e deve ter recebido garantias de Cavaco Silva.
Ou seja: o povo assiste a uma trágica orquestra e perante uma qualquer imprevisto, mesmo que grave, o que lhe é pedido é silêncio. Como se pode ver na imagem, só se desculpa um pedido de silêncio o tempo necessário para se racionalizar o "ssssssssshhhhhhhhhhh".
sábado, 15 de outubro de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
vamos lá pensar
O grupo "mais sociedade" propõe que o recurso ao subsídio de desemprego deve reduzir o valor da reforma. Estes proponentes afectos aos partidos da direita eliminaram, como se sabe, a pobreza dos seus raciocínios. Nunca têm pensamentos de outro tipo nem duvidas.
Vamos lá lançar uma proposta alternativa: gestores públicos e privados que recebam prémios anuais de desempenho (PAD), prescindem do valor anual das reformas (VAR), na lógica de um VAR por cada PAD.
O PSD continua admirador inconfesso do chefe do governo de gestão.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
mastigado
Dizia um militante do PS: aprecio Teixeira dos Santos e Luís Amado. Conheço melhor o primeiro e tenho ideia que é honesto, competente, dedicado e que dá tudo pelo país.
Talvez seja.
O ministro das finanças do governo de gestão sempre me impressionou por estar do lado dos amendoins. Há tempos escrevi assim sobre duas coisas do seu exercício: "(...)dava a vida pelas contas públicas (disse-o(...)na parte final de um programa na RTP1) e que os cortes financeiros (fim dos governos civis, diminuição de autarquias, redução do pessoal de gabinetes, não recurso do estado a escritórios de advogados e mordomias ilimitadas) eram amendoins e que o que era importante era reduzir funcionários e cortar nos salários (dito no expresso da meia-noite)(...)".
Juntando as impressões e sabendo-se do abalo severo do motor mais potente das sementes comestíveis, não admira que os donos se comecem a desfazer, sem piedade e depois de bem mastigados, dos passageiros de ocasião. Querem ver que daqui a uns tempos até a avaliação de professores era mesmo um modelo de quase fascismo por via administrativa e que a obstinação era doença do ministro das finanças, dos amendoins e da Educação?
segunda-feira, 4 de abril de 2011
lateralizar
Nos 36 anos de democracia os aparelhos partidários usaram o Estado para se transformarem em máquinas enquanto a organização administrativa do país se afundava em regime de traquitana. Os últimos 20 anos aceleraram a tendência com um financiamento ilimitado e multiforme associado ao aumento do poder comunicacional.
Os dois grandes partidos aprimoraram-se. Este PS, também por ter um chefe exímio na manipulação e que aparenta um conhecimento profundo do pato-bravismo-financiador, afundou-se numa espécie de conto de fadas e, bem mais grave, arrastou o país consigo.
Se olharmos para o desastre educativo, vemos a tendência deste PS para a lateralização dos votos. Perdeu a maioria absoluta e continua a oferecer votos de forma acelerada. Os últimos dias foram paradigmáticos. A derrota natural na avaliação de professores foi mal digerida em termos mediáticos e a desfaçatez vai empurrando eleitores para as laterais. Ao elegerem o chefe com a votação que se conhece, arriscam-se a um resultado nas próximas legislativas que fará com que o que resta caia na real.
quinta-feira, 24 de março de 2011
rosto
É necessário mudar políticas, desde logo as que não têm uma incidência financeira directa e que amordaçam a democracia. Na Educação o elenco está feito. É bom que os candidatos se convençam que não basta mudar um rosto obstinado-e-mais-sei-lá-o-quê por outro com semblante dialogante.
quarta-feira, 23 de março de 2011
factos e dilemas
Quem se opôs às políticas educativas deste PS tem motivos para se preocupar com o que pensam continuar a fazer os utentes da privatização de lucros e da mercantilização da Educação. Não haja ilusões.
Os apoiantes da direita não podem afirmar que quem não votar no seu lado está a permitir a continuidade do actual primeiro-ministro. Se o ainda chefe do governo for candidato, é certo que estará na direita a maior possibilidade de o derrotar em número de votos. Este dilema de muitos terá de ser resolvido.
O que não pode acontecer aos dilemáticos, é serem responsabilizados pelos sonoros aplausos da direita às políticas do período 2005 a 2009 ou pelo facto do PS se ter afundado na agenda geradora de tanto consenso no arco da governação, na cooperação estratégica, em boa parte da oposição oficial e na opinião publicada.
quinta-feira, 17 de março de 2011
naturalmente
Se o ainda primeiro-ministro é o único candidato nas internas do PS, é natural que o também ganancioso PSD vença as próximas eleições legislativas. Naturalmente, o meu voto não irá para qualquer dos beligerantes imobiliários. Será um em não sei quantos milhões.
Quantifico de forma imprecisa o número de portugueses e receio que depois do dia 21 de Março o continuarei a fazer. O Censos 2011 apela a essa data para o recenseamento na rede e desconfio que a coisa entupa. Mas isso são manias minhas, que teimo em ser céptico em relação a um país que se tornou pato-bravista em hardware, porque essa coisa do software dá um bocado de trabalho.
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
queremos saber
Aproximam-se eleições legislativas. Queremos saber, por exemplo, o que pensam os partidos políticos sobre este modelo de avaliação de professores. Até era bom que respondessem se concordam ou não com o modelo e porquê.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
guerra aberta
Nem sei se este governo vai cair quanto mais adivinhar o momento em que essa possibilidade da democracia pode acontecer. Sinto uma atmosfera de nervos à flor da pele associada a uma intensa actividade de "jogos na sombra" de modo a iludir a realidade e a dar uma ideia contrária ao que se pretende. E já se sabe: os jogos políticos não são uma ciência exacta e, por vezes, os dedos entalam-se inesperadamente.
Quando a torrente informativa aponta teimosamente num mesmo sentido e bate até à exaustão na mesma tecla pode ser porque as supostas vítimas não se estão a dar muito mal com a coisa. Nunca é muito de fiar quando os mais "poderosos" aparecem na realidade mediática como as mais frágeis das criaturas.
Dá a sensação que as principais figuras do estado estão em guerra aberta. Se este governo caísse, o presidente da República ganharia a iniciativa governativa sem eleições e ainda sem uma nova (e indesejada?) figura primeira no seu partido de origem. Mas o processo "face oculta" poderia obrigar a isso mesmo sem deixar espaço para novas eleições legislativas durante o ano de 2010. Esperam-se novos e tórridos episódios.
E no meio de tudo isto, de toda esta fumaça, o estado do país continua no sítio do costume.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
com os professores que mais lutaram a sorrir
Oposição vai mesmo travar
avaliação de professores
"A oposição prometeu e está disposta a cumprir. PSD, CDS-PP, Bloco de Esquerda e PCP vão acabar com o actual modelo de avaliação e com a divisão dos professores em duas categorias. Tudo isto não deverá acontecer antes de Janeiro, disse ao Diário Económico a vice-presidente do Parlamento e deputada do PS, Celeste Correia: "Se a oposição toda avançar junta pode alterar ou mesmo revogar o modelo de avaliação. Mas antes é preciso formar Governo e primeiro ainda está o Orçamento de Estado. Não creio que o actual modelo possa ser alterado antes do início do próximo ano".(...)"
É uma notícia que faz bem aos professores (nem a todos; sabemos bem disso, claro) e que é anunciada por uma deputada do PS. Dá ideia que até o governo está em pulgas para se ver livre da trapalhada mais incompetente que ocorreu na história da Educação (talvez tenha um concorrente parecido naqueles concursos de professores de 2004, mas com implicações menos graves e uma longevidade muito mais curta).
Já viram que mais dia menos dia o país educativo pode acordar sem a lesiva divisão da carreira, com a derrota do monstro burocrático da avaliação e, por via disso, com um verdadeiro abalo nos frágeis alicerces do novo modelo de gestão escolar?
E ainda há os que dizem que os professores não venceram, que não valeu a pena lutar ou que nada mudou com os resultados das eleições legislativas. Mas queriam o quê? Que os professores governassem? Já lhes basta carregar com as disparatadas "reformas" e passar a vida a reerguer o poder democrática das escolas sem que os "reformadores" cheguem a prestar contas que se vejam.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
os professores que lutaram têm motivos para sorrir
.... porque o actual governo deixará de contar com uma maioria absoluta; e isso é fundamental. Temos memória e sabemos como esse pormenor possibilitou que gente incompetente, arrogante e obstinada perpetrasse o mais vil ataque ao poder democrático das escolas desde o 25 de Abril de 1974. E isso acabou.
Passo pelos blogues de professores e vejo algum desencanto por causa da vitória do chefe do governo. Compreendo-os. Mas deixando de lado as ligações mais partidárias, e raciocinando apenas na defesa do poder da escola pública, temos de sublinhar que o actual PS perdeu meio milhão de votos, a alternativa real de governo, o PSD, que foi um desastre durante quase toda a legislatura, chegando atrasado e sem convicção (e com um descarado oportunismo) aos problemas dos professores e mantendo uma agenda meio encoberta e envergonhada na ideia de privatização do ensino, continua abaixo dos 30% dos votos; mas mais: o PSD mostra-se um partido conflituoso, em estado de sítio latente, sendo governado por duas figuras sisudas e muito limitadas - ambas na presidência: uma no partido e a outra em Belém -.
Os partidos das franjas cresceram. Isso abala o voto estrutural no bloco central e é estimulante para a democracia e para a defesa do poder democrático das escolas. Por outro lado, e apesar deste PS, a esquerda continua a ter mais votos e mais deputados.
É evidente que há muito trabalho de casa a realizar: o bloco de esquerda necessita de fazer "delete" no seu actual programa e conceber uma coisa de raiz e com pés e cabeça; os tradicionais CDS e PCP mantém-se fiéis aos seus percursos - muito mais os segundos do que os primeiros -, mas falta aos comunistas a experiência governativa para que alguma alteração significativa aconteça.
Por tudo isto, e se se quiser fazer uma análise atenta dos resultados eleitorais, os tempos que se avizinham são estimulantes e renovam a esperança dos professores que passaram os últimos quatro anos a lutar contra um pacote desastroso de políticas Educativas. Ficou tudo em aberto, quer parecer-me.
domingo, 27 de setembro de 2009
despedimento
Esta noite eleitoral fica marcada por dois instantes que devem ter emocionado muitos professores: o fim da maioria absoluta e o momento em que Francisco Louçã sublinhou o despedimento da ainda ministra da Educação.
o fim da arrogância

É evidente que o início de um exercício político arrogante não se decreta e o seu epílogo também não. Mas os professores que lutaram de forma digna e quase heróica contra as mais negras políticas educativas da história da nossa jovem democracia têm todos os motivos para festejar o fim desta arrogante maioria absoluta. É a todos esses que quero significar a minha comovida homenagem.
Vamos ver o que o futuro nos reserva; a luta continuará em defesa da escola pública de qualidade para todos, do poder democrática da escola e com a ideia de derrubar o muro de burocracia que asfixia a possibilidade do ensino.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
como "assombrar" eleições
Um artigo da revista Visão por cortesia da Isabel Silva; aqui.
"Um estudo de dois politólogos estima que, no domingo, haverá quase um milhão de eleitores-fantasma a "votar". E a poder declarar um falso vencedor.(...)"
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O discurso, em Davos, de Mark Carney, PM do Canadá, é corajoso. O texto - a prosa é mesmo sua e publico a tradução como recebi por email de...
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O cartoon "One year of Trump" é de Gatis Sluka. Encontrei-o na internet sem restriçoes de publicação. Sabemos que o centro de gr...
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