E não é que uma das confederações de pais e encarregados de educação decide propor uma penalização para as famílias que abandonem as crianças na escola? Independente, e a montante, da criterização deste castigo estão duas coisas fundamentais:
- nos últimos quatro anos não se ouviu uma palavra sequer por parte dos nossos governantes sobre a relação entre os horários de trabalho e o tempo que as famílias passam com as crianças;
- com os aplausos ensurdecedores desta confederação, o anterior governo agrupou escolas e impôs um desenho de escola a tempo inteiro num mesmo modelo de funcionamento quer se tratasse de uma escola de uma pequena vila ou de uma sobrelotada de um bairro periférico de uma grande cidade.
Sabemos que são objectivos difíceis, mas quem foi que disse que o mundo não avança com a conjugação da utopia com o possível? Portugal está vazio de sonho e de poesia.
Mas voltando ao conceito de abandono, importa precisar que essa classificação não se pode estabelecer do mesmo modo com que se agrupou escolas ou se definiu o programa das escolas-armazém.
Confederação de pais quer penalizar famílias que "abandonem" crianças na escola
ResponderEliminarQue o sonho comanda a vida, sem ele nada. É mesmo abandono.
ResponderEliminarA que horas é que o pai Albino quer que os pais eduquem as crianças? Passam o dia longe delas e elas enfiadas na escola! E quem é que quer ainda mais tempo de escola aberta? O pai Albino.
A solução seria mexer nos horários de trabalho dos pais. Sem dúvida. Mas mesmo assim..... Já vi pais, em pleno mês de Julho despejarem os filhos no JI e irem buscá-los ao fim do dia, de calção de banho e havaianas, a espalharem areia pela sala.
É urgente um imaginário real que se oponha à distopia presente em que se tornou a sociedade e a vida dos homens.
ResponderEliminar... subscrevo!!
ResponderEliminarMuito bem observado.
ResponderEliminarCLAP! CLAP! CLAP!
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