O Público é o meu jornal. A edição impressa é quase sempre adquirida desde a sua fundação - embora muitas vezes vá parar à reciclagem sem sequer uma leitura na diagonal - e a online é de consulta obrigatória. Gosto de tomar o primeiro café do dia a ler o Público e é nos períodos de férias que consigo uma leitura mais atenta e demorada que chega a permitir o antigo sudoku e as palavras cruzadas. Confesso que quando os momentos de férias são no nosso país e o jornal falha, fico aborrecido. Tenho sempre alternativas, mas não é a mesma coisa começar o dia sem o jornal escolhido.
Reparo que a distribuição do Público é independente da dos restantes jornais e revistas e muito mais parca em desperdícios. É sempre a primeira a esgotar e raramente tem sobras. Na cidade onde vivo tenho a atenção do quiosque habitual, mas nos outros sítios nem sempre consigo essa deferência. Foi o que me aconteceu um dia destes. "Já não tem o Público?" "Não e ainda agora telefonei para a loja do outro lado e também já não há. Só o arranja se pegar no carro e for à próxima localidade".
Os outros jornais estavam todos por ali. Nunca comprei o "Correio da Manhã" nem os institucionais DN e JN. Há mais de 15 anos que não compro os desportivos. Sobrava o recente I. Conheço a edição online e aprecio-a, embora se veja que tem uma linha editorial que não despreza nada as audiências. Arrisquei. Tem um tamanho, em termos de formato, igual ao Público mas com agrafes. A sério. Para ler na praia dá um jeitão. Nem sabia que havia jornais agrafados. Valeu, mesmo que nesse dia o vento estivesse muito ligeiro. Claro, hoje voltei ao habitual.
Um país de agrafes ou percebi mal?
ResponderEliminarEstamos todos agrafados e mal...
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