sexta-feira, 16 de abril de 2010

bancarrota?

 


 


 



 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


O blogue do Paulo Guinote faz, aqui, notícia de uma decisão da actual ministra da Educação no sentido de manter os resultados do primeiro ciclo da avaliação do desempenho na graduação dos professores contratados.


 


Isto é de loucos. É mesmo inacreditável. Como é possível termos chegado a este ponto? Dá mesmo muito que pensar. O cenário é pior do que a mais negra das suposições. Muito sinceramente, já nem me espantaria que Portugal entrasse na bancarrota. A sério. E muito francamente, não tenho qualquer prazer nisso, como é evidente. Não sou um especulador nem nada que se pareça. Há algum tempo que vou lendo ou ouvindo quem alerta para essa possibilidade. Quem me dera que a nossa economia estivesse a crescer acima da média europeia ou de qualquer das chamadas economias emergentes.


 


O que é que tem a ver uma coisa com a outra? A mais completa insensatez de quem faz política profissional. O desnorte pode ser de tal monta que o que interessa é dar a todo o custo uma imagem de rigor e de contas controladas. Se tratam a questão destes concursos assim, dando credibilidade a um processo que todos reconhecem ter sido uma farsa, então pode esperar-se tudo. A Grécia está como se sabe. Só não chegou a esta situação mais cedo porque manipulou os números.

3 comentários:


  1. Não acredito. A moeda única é que nos dá alguma esperança. Com tanta corrupção e manipulação dava naufrágio pela certa.

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  2. O ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional diz que o nosso país está à beira da bancarrota. Teixeira dos Santos fala em “disparates”.

    O antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que Portugal “é o próximo no radar” dos mercados e que a situação económica do País é de tal modo desastrosa que “Portugal corre o risco de falência económica”.

    Simon Johnson assina um artigo no ‘The New York Times’ juntamente com Peter Boone, da London School of Economics, onde refere que “o próximo no radar é Portugal. Este país só não está no centro das atenções porque a Grécia caiu numa espiral descendente. Mas estão ambos perto de falência económica e parecem hoje bem mais arriscados do que a Argentina quando entrou em incumprimento, em 2001”.

    Confrontado com estas declarações, o ministro das Finanças disse ao Correio da Manhã que “num Mundo de expressão livre, também se podem escrever disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância quanto às diferenças existentes entre os países da Zona Euro, e que bem ilustram o preconceito céptico de alguns comentadores quanto à moeda única”.

    Os especialistas alertam ainda que os líderes políticos portugueses “não estão preparados para fazer os cortes necessários”, e o “esquema ponzi” – usado por Bernard Madoff para cometer uma mega-fraude que lhe valeu a prisão perpétua – com que Portugal se financia tem os dias contados. “Os políticos portugueses nada mais farão do que esperar para que a situação se agrave e exigir nessa altura o seu plano de salvação”, considera o ex--economista-chefe do FMI.

    Para Bagão Félix, trata-se de um “alerta apocalíptico”, que espera que não venha a acontecer. “Mas se nada for feito e continuarmos no mesmo rumo, o risco de falência económica é real”. O ex-ministro das Finanças, apesar de considerar que existe algum “exagero”, não traça um quadro muito mais positivo do País. “ Não é por acaso que escrevem falência económica e não financeira”, salienta Bagão Félix.

    GREGOS QUEREM CLARIFICAÇÃO DO TIPO DE AJUDA

    O governo grego deu ontem o primeiro passo para pôr em marcha o pedido de ajuda à comunidade internacional. FMI e Comissão Europeia vão enviar missões a Atenas na próxima segunda-feira.

    A Grécia quer clarificar os mecanismos de ajuda, conhecer os montantes dos empréstimos de que poderá beneficiar depois de 2010 e iniciar as conversações sobre um plano de política económica. Os países da Zona Euro chegaram a acordo sobre a ajuda a Atenas, oferecendo um empréstimo de 30 mil milhões de euros. Portugal entra com 770 milhões. Um plano que está em causa, uma vez que juristas alemães estão a recolher apoios para desafiar a legalidade de um envolvimento da Alemanha neste empréstimo.

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