quinta-feira, 29 de abril de 2010

caminhando

 


 



Foi daqui


 


Dizia-me um indefectível do actual PS: "Cavaco Silva tem mais de cinquenta por cento das intenções de voto e o Manuel Alegre nem aos vinte chega; o actual PR será reeleito". Não percebi em quem irá votar, mas pareceu-me que os incondicionais do chefe do governo ficaram saudosos da extinta cooperação estratégica.


 


Manuel Alegre é, como se comprovou, muito forte em campanha eleitoral. Tem alma e só se prende à nação (que outro político pode falar daquela maneira da pátria?) e à poesia; e tem muita prosa. O seu desempenho nas eleições internas do PS foi surpreendente e corajoso - talvez agora se perceba melhor o que o levou a meter-se "naquilo" -. Ia derrotado à partida e teve uma saída muito digna. Nas últimas presidenciais foi o que se sabe: sempre a subir e só por um triz não obteve uma segunda volta; e nesse caso nem sabemos como seria.


 


É precisamente esse o cenário que pode acontecer. Parece-me que a tendência de voto no actual presidente atingiu o ponto mais alto: perto dos 59 por cento. Pode ser curta, com a campanha pode descer e obrigar a uma segunda volta. E aí, Manuel Alegre pode aspirar a ser o próximo presidente da República.

7 comentários:

  1. Também em Fernando Nobre ou em Cavaco Silva.

    ResponderEliminar

  2. Pois eu voto Alegre. Definitivamente.

    ResponderEliminar
  3. Concordo. Já vi candidatos começaram mais abaixo e vencerem. Quando a direita apresenta alguém que não é somente para coreografia, começa sempre em alta. Depois é que são elas.

    ResponderEliminar
  4. Não vou votar. A não ser que alguma coisa mude.

    ResponderEliminar
  5. É evidente que ao PS interessa muito mais a reeleição de Cavaco Silva do que a eleição de Manuel Alegre ou até de Fernando Nobre, mas o apoio expresso do PS a Cavaco - o candidato do PSD e do CDS - ser-lhe-ia muito incómodo e iria baralhar a mente de muitos socialistas pois tal poderia indiciar que aqueles três partidos estão na realidade politicamente muito mais próximos do que se julga, o que é inconveniente para o PS que quer marcar a sua posição de esquerda. Então que fazer? Talvez repetir uma fórmula já usada nas anteriores presidenciais: apoiar um candidato sem qualquer possibilidade de sair vitorioso só que agora é um pouco mais arriscado. Na realidade qualquer candidato só poderá derrotar Cavaco se lhe retirar alguns milhares de votos, i.e. Manuel Alegre só poderá ganhar a Cavaco se conseguir recolher os votos de toda a esquerda e mais alguns de quem votou em Cavaco nas anteriores presidenciais, o que é muito difícil. Se há um candidato com alguma possibilidade conseguir essa proeza ele é Fernando Nobre que não está conotado com qualquer partido político e tem participado em actividades de natureza humanitária, característica que recolhe o apreço e a simpatia de um espectro mais alargado do nosso eleitorado.

    Zé da burra o alentejano

    ResponderEliminar
  6. Zé Cabra Trasmontana5 de maio de 2010 às 11:44

    Pois eu votarei em Manuel Alegre ou em Fernando Nobre. O que importa é que Cavaco não ganhe à primeira volta, depois o meu voto vai para qualquer um dos dois acima que conseguir ir à segunda volta com Cavaco Silva.

    Zé Cabra Trasmontana

    ResponderEliminar
  7. Ok! mas há que decidir antes em quem votar na primeira volta. Quanto à segunda, a ver vamos se chega a haver...

    ResponderEliminar