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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

leveza e actualidade

 


 


Italo Calvino foi sage quando incluiu a leveza nas seis propostas para o milénio que agora começou. Lembrei-me dessa premonição a propósito da mediatização de uma petição a pedir a demissão do presidente da República. Entendi a iniciativa como um momento de humor - género que deve sempre ser levado a sério - e de leveza e que evidencia o que sempre me pareceu: o actual presidente espalha-se quando o "ponto" não está de serviço. Já são tantas as "gafes" que nem é para levar a sério. O senhor é impagável e ponto final.


 


Não me satisfazem as derrotas de quem quer que seja; prefiro os desfechos optimistas. Mas há dois momentos na nossa jovem democracia que me deixaram muito satisfeito: a derrota de Cavaco Silva nas presidenciais de 1995 e a recente de Sócrates. O "cavaquismo" foi nefasto e pensei, nessa altura, que nos tínhamos livrado da coisa. Ressurgiu anos mais tarde com a promessa habitual: um "não-político" que ia pôr as contas em dia; é o que se está a ver. Se não são essas as funções presidenciais, então que não se tivesse usado o argumento em campanha eleitoral ou criado o monstro por causa dos votozinhos e de outras coisas mais que vamos conhecendo.

domingo, 19 de junho de 2011

bem me pareceu

 


 


E a táctica das presidenciais foi igualmente muito mal sucedida. O apoio a Manuel Alegre compreende-se. Só que em primeiro lugar o candidato deveria ter formalizado a sua candidatura, como em 2005, e depois os partidos apoiavam se quisessem. Foi uma grande confusão. Associaram-se a um PS "sem esquerda" e evidenciaram demasiados tiques de fanatismo. A ânsia é inimiga do bom-senso e o bloco parece corroído por impacientes cheios de certezas.


Louçã admite que hoje participaria nas reuniões com a 'troika'

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

nunca tinha visto

 


 


Este PS é realmente uma coisa de outro mundo. Percebeu-se que apoiaram Manuel Alegre porque estavam vazios de candidatos ou coligados na cooperação estratégica. Alguns estudos indicam um voto substancial dos seus militantes e votantes no actual presidente ou em Fernando Nobre. Todavia, afirmar uma semana depois do escrutínio que os eleitores escolheram a estabilidade do presidente e do governo é de um vale tudo sem precedentes.


 


PS diz que eleitores votaram pela manutenção do PR e do Governo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

atenção professores

 


 


 


No rescaldo eleitoral, o pensamento da direita apontou o óbvio: Manuel Alegre e Francisco Louçã foram os principais adversários dos governos de José Sócrates nas políticas da Educação e, portanto, esta candidatura só podia fracassar.


 


Quem faz estas afirmações tem toda a razão. Para além de um conjunto significativo de professores, só encontrámos mais adversários desses governos de péssima memória nos quadros de nomeação definitiva para entendimentos e acordos e num ou noutro deputado do bloco e do PCP; adversários "coreográficos" para a democracia, portanto. A direita e Cavaco Silva estiveram bem ao lado dos governos, como não se cansaram de sublinhar.

modernaços e software

 


 


A propósito das minhas críticas ao plano tecnológico nas eleições de ontem, dizia-me um militante do PSD que semelhante caos era impossível com o partido dele. Nem o deixei alongar-se muito. Lembrei-lhe os inenarráveis concursos de professores que se realizaram em 2003. Foi já neste século e os sistemas de informação, com utilização das chamadas novas tecnologias, já existiam desde o princípio dos anos noventa do século passado. De modernaços estamos bem vacinados.

domingo, 23 de janeiro de 2011

eleições presidenciais

 


 


 


Cavaco Silva, ao que tudo indica, foi eleito à primeira volta. Manuel Alegre registou um resultado inferior às últimas eleições em que concorreu sem o apoio de qualquer partido e com a presença da candidatura de Mário Soares; foi uma estratégia falhada, como se previa. Fernando Nobre parece que obteve um resultado semelhante ao de Mário Soares em 2006, o que é significativo. Os restantes candidatos registaram resultados interessantes, embora Defensor Moura fique com um número de votos muito residual. A abstenção é o tradicional motivo de reflexão, que adormecerá até ao final do próximo ato eleitoral.


 


Cavaco Silva, José Sócrates e Mário Soares saem vencedores.


 


Os professores portugueses têm os mesmos obstáculos políticos para exercer a difícil defesa da escola pública de qualidade.

zero de software

 


 


O plano tecnológico, já o escrevi vezes sem conta, tem muito hardware (os eurozinhos fáceis) e zero de software. Quando recebi o cartão de cidadão impedi a anulação do de eleitor, uma vez que o número não constava do novo registo.


 


Quando hoje fui votar encontrei de imediato a mesa de voto. Alguns dos meus familiares, os que permitiram a recolha do de eleitor ou os que já não tiveram direito à sua receção, estiveram horas para o fazer. Eram muitas as pessoas nessa situação. Os computadores da junta de freguesia não acediam à base de dados e o número de telefone 3838 curto-circuitou. Intolerável tudo isto. Valeu-lhes a simpatia de quem estava nas mesas de voto, que se deu ao trabalho de pesquisar o nome numa lista ordenada por número. Um país de modernaços, sem dúvida, que vive às custas da traquitana do estado.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

anotar

 


 


 


Devemos anotar as declarações de Cavaco Silva. Não sei se vai ser reeleito, mas se isso acontecer tem de ser confrontado com as afirmações da campanha. Já o vimos ufanar-se com este orçamento, dizendo que foi a sua magistratura de influência que o conseguiu.


 


Este orçamento tinha como medida principal o corte nos salários.


 


A dois dias do acto eleitoral, o candidato da direita todinha (ai se fosse um candidato que incluísse a esquerda toda; e ainda há quem levante o fantasma do frentismo de esquerda) diz que se devia taxar os altos rendimentos em vez de se cortar nos salários da classe média para baixo. Não há paciência para tanta demagogia.


 


Será que, e como já se previa, os números de Cavaco Silva começam a fraquejar?

Cavaco Silva e as Bibliotecas

 


 


Cortesia da Isabel Silva.


 







 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

mais sondagens presidenciais

 


 


 


Desta vez os resultados são diferentes. Cavaco Silva continua a ser eleito à primeira volta mas com um intervalo que o aproxima mais dos 50% do que dos 60%. Manuel Alegre entra na casa dos 20%, Fernando Nobre desce para um dígito e Francisco Lopes aproxima-se dos dois. Os outros candidatos continuam com valores pouco significativos. Aguardam-se os desenvolvimentos.

ridículo

 


 


 



 


Cavaco alerta para aumento das taxas de juro com segunda volta

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

quem acredita? (3)

 


 


 


É tal o desplante para se dizer o que os spin´s aconselham, que a democracia resvala para zonas demasiado perigosas. Ouve-se o contrário num espaço de poucas horas. Navega-se ao sabor dos votozinhos. Há quem diga que pagar-se-á caro. Diria antes: já estamos a pagar e a juros elevadíssimos.


 


Cavaco com pouco “apetite” para usar “bomba atómica” da dissolução


Sócrates desmente telefonema “desesperado” a Merkel


Berlusconi acusa juízes de violarem Constituição

sondagens presidenciais

 


 


Os estudos de opinião eleitoral em Portugal têm sido muito falíveis. Há uma tendência que se mantém para as presidenciais2011: Cavaco Silva é eleito à primeira volta, Manuel Alegre fica muito aquém do que se esperava e Fernando Nobre parece obter um resultado melhor do que se vaticinava.


 


O actual presidente está num frentismo de direita (que é mais aceite que o de esquerda, coisa que só a história da nossa "eterna" desgraça consegue explicar) que parece encontrar acolhimento junto da maioria dos eleitores e Manuel Alegre parece não conseguir descolar das amarras em que se envolveu.


 


Ha três figuras políticas que se devem sentir, para já, vencedoras: Cavaco Silva, José Sócrates e Mário Soares.


 


Vamos aguardar pelos próximos desenvolvimentos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

futuro

 


 


Os futuro promete muita convulsão social. É importante saber o que pensam os candidatos presidenciais sobre o modo com se deve lidar com manifestantes; é decisivo mesmo.


 


Esperam-se reações aos acontecimentos que hoje se verificaram em frente à residência oficial do chefe do governo. Manuel Alegre e Francisco Lopes já reprovaram a atuação policial. Cavaco Silva fica em silêncio (deve estar indeciso e a pensar no número de votos da posição x?).


 



Três dirigentes sindicais foram detidos em São Bento


 


Francisco Lopes: Incidentes no plenário da função pública são sinal de “precipitação e desespero”




“Como é óbvio”, Alegre critica confrontos


 


Cavaco não consegue tirar “chapéu” de Presidente e fica em silêncio


 




natural

 


 


Um antigo ministro da saúde dos governos deste PS, Correia de Campos, declara, naturalmente, o seu apoio a Cavaco Silva. Há dias escrevi assim: "(...) Logo que pegou na palavra, o eufórico ex-ministro da saúde advogou com o novo modelo de gestão para justificar o PISA2009. E para espanto, ou talvez não, Paulo Rangel anuiu. Ou seja: já nem se trata do euro-deputado do PSD não saber que o novo modelo se iniciou depois dos alunos terem realizados os testes PISA2009 (o que, quando muito, só abona em favor do anterior), o que está em causa foi a anuência imediata e com uma sentença: é bom que se sublinhe que os governos de Sócrates governaram a Educação com a agenda do PSD.(...)"


 


Correia de Campos, arauto do novo modelo de gestão das escolas, não podia abandonar a cooperação estratégica. Com pessoas assim num conselho de ministros, e com uma presidência da República a cooperar activamente, não deve ser difícil perceber o apoio formal que recebeu a ideia de abandono da democracia nas escolas.

jogos de sombras

 


 


 



 


 


 


Governo vai avisar Cavaco de que não aceitará ingerências no futuro


 


 


Pudera. A cooperação estratégica é, por agora, coisa do passado e do presente sem campanha.


 


Pode ser que tudo se resolva à primeira volta e ficam amigos como dantes. E se não for assim? E se os eleitores quiserem uma segunda volta?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

escola pública e eleições

 


 


O meu ideal cimeiro é a escola pública e a defesa do seu poder democrática. E não me venham com a aquela tralha demagógica que insinua que esses ideais são um obstáculo à inovação e ao compromisso com o ensino de qualidade. Há mais do que provas do contrário. E mais: o melhor que as sociedades humanas conseguiram foi em ambiente democrático.


 


Para além disso, a luta política e as escolhas que fazemos são determinantes.


Vivemos tempos de campanha eleitoral. A minha memória diz-me que são talvez as eleições presidenciais mais decisivas; ou pelo menos desta vez temos mais consciência disso.


 


Nas anteriores presidenciais Manuel Alegre afirmou-se contra a máquina deste PS. Registou uma derrota digna, pareceu-me. Desta vez optou por não hostilizar um PS que tem figuras e práticas impossíveis de compatibilizar com a agenda do poder democrático da escola. É essa a principal componente crítica da candidatura de Manuel Alegre e já o sublinhei diversas vezes.


 


Cavaco Silva não tem tanta responsabilidade como o governo nos últimos cinco anos. Mas tem o silêncio estratégico (para ser brando) nesse período e a história contra si.


 


Os restantes candidatos não têm qualquer possibilidade de vitória, parece-me, e qualquer deles tem marcado pontos positivos.


 


Tenho uma certeza: numa segunda volta entre Manuel Alegre e Cavaco Silva, voto no primeiro. Será um voto contrariado. Compreendo a política real e o taticismo, mas Manuel Alegre não nos tinha habituado a isso.

jovens e atentos

 


 


A minha filha Filipa é um dos meus orgulhos. Faz tempo que não dou conta dos seus caminhos. O doutoramento em álgebra geométrica (no Instituto de Telecomunicações do Instituto Superior Técnico) vai em bom ritmo e continua a marcar presença nas competições mais exigentes do surf nacional. Decidiu apoiar Manuel Alegre e deu a cara, muito bem acompanhada, num vídeo (cerca de 3 minutos apenas) muito interessante. Ora veja (os jovens dão entrada aos 1.40 minutos).