É conhecida a dificuldade portuguesa com o cumprimento dos horários. Há mesmo histórias hilariantes nesse domínio. Parecem não ser muitos os que podem atirar pedras.
Discutia-se o modo profissional de resolver um problema destes numa organização. Tarefa nada fácil, concluiu-se desde logo. Há uma verdade universal nesta matéria: os pontuais são-no em qualquer sistema, por mais perversas que possam ser as regras formais ou informais. Há ainda outra representação fiel: a exigência aos outros faz escola se se sustentar no exemplo; ou dito de outro modo mais comummente: o exemplo vem de cima.
Dizia o especialista que há componentes críticas que não podem acontecer se se quiser ser bem sucedido: quem ocupa lugares de direcção tem de revelar competência e transmitir confiança. Quando isso não acontece, os órgãos de direcção tendem a rodear-se dos menos profissionais e dos mais atreitos à falta de pontualidade e ao consequente oportunismo. Dizia ainda o especialista: "se nessa situação os órgãos de direcção contemporizam com a minoria de maus profissionais - absolvendo a não pontualidade e mesmo a marcação de faltas -, pode acontecer o caos".
O especialista continuou o relato mais detalhado dessa organização escolar e revelou ainda uma das situações mais caricatas que observou: "os funcionários recusavam-se a registar a falta de quem quer que fosse, porque conheciam e reprovavam a situação imoral que se verificava com os "protegidos" do órgão de gestão".
São casos desses que nos puseram a jeito.
ResponderEliminarPost nevrálgico :-)
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