quarta-feira, 30 de junho de 2010

nem uma linha

 



 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


A ausência de sociedade no combate ao abandono escolar continua sem uma linha que incomode as consciências. Há muito tempo que não se ouve um governante, ou alguém da área do arco do poder, a debitar uma frase sequer sobre a necessidade da sociedade se mobilizar para derrotar o flagelo do analfabetismo. É tudo com a escola e só com a escola. A única ideia que continua em lista de espera é a avaliação dos professores pelo número de abandonos de alunos; nem que sejam adultos.


 


Dois séculos depois dos nossos parceiros do norte da europa terem erradicado o analfabetismo, nós continuamos a tentar perpetuar essa vergonha nos dois dígitos e com o recurso cíclico a enchentes de currículos alternativos e de cursos de educação e formação. Ninguém é responsável. E que tal um ranking concelhio dos abandonos escolares até ao final do primeiro ciclo de escolaridade? Pelo menos a vergonha não dormia descansada.


 


Os últimos governantes exageraram. Não só omitiram a necessidade da sociedade pensar nos horários de trabalho de modo a que as famílias tivessem mais tempo para as crianças, como criaram um modelo de escola a tempo inteiro que sufoca de certificados de frequência o cérebro dos petizes. E não foram de meias medidas: generalizaram a coisa ao país todo, sem qualquer experimentação, e de forma apressada para que nem houvesse tempo para pensar. Uma encruzilhada difícil de resolver.

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