"O que é a verdade?"
"Que é então a verdade? Um exército móvel de metáforas, de metonímias, de antropomorfismos, numa palavra, uma soma de relações humanas que foram poética e retoricamente intensificadas, transpostas e adornadas e que depois de um longo uso parecem a um povo fixas, canónicas e vinculativas: as verdades são ilusões que foram esquecidas enquanto tais, metáforas que foram gastas e que ficaram esvaziadas do seu sentido, moedas que perderam o seu cunho e que agora são consideradas, não já como moedas, mas como metal."
Nietzsche,
Acerca da verdade e da mentira no sentido extramoral,
tr. Helga H. Quadrado, Relógio d’água, p. 221.
(1ª edição em 28 de Janeiro de 2010)
ResponderEliminarBem, que belo texto, que bela escolha. E a pergunta intemporal, "o que é a verdade?", aplica-se ao nosso quotidiano (profissional) duma forma dolorosa. Acordos sem verdade, isso sim! Muito há ainda para saber, desvendar um pouco da verdade, não é ?
Excelente.
ResponderEliminar“O homem procura a ‘verdade’: um mundo que não
ResponderEliminarse contradiz, não se engana, não muda, um mundo verdadeiro..."Nietzshe
Grande verdade: a verdade é um ponto de vista...
O acordo de que tanto de fala é a verdade ou a actualidade?
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ResponderEliminar"Vulgarmente conhecido por dinheiro, o famoso vil metal ocupa um lugar de destaque na nossa sociedade, é conhecido por toda a gente e é usado como meio de transação de bens ou serviços.
O excesso, a falta ou a importância exagerada dada ao tal metal pode criar situações drásticas em que a luta por obtenção se torna de tal maneira feroz que todos os escrúpulos deixam de existir assistindo-se a uma barbaridade e selvajaria sem precedentes.
Desde muito cedo que a luta de poder está associada á posse de dinheiro, é normalmente tido como todo poderoso aquele que detém maior quantidade de dinheiro, pois a esse é permitido o acesso a um grande número de bens, serviços ou até pessoas.
Em certa medida o dinheiro pode ser perigosos quando a sua posse ou a luta pela sua posse se torna doentia, desde os mais vulgares roubos e assaltos a outrem até á ganância cega pela posse sem limite."
Cabe que nem uma luva.
ResponderEliminarO texto é uma excelente escolha para nos por a pensar no que são as nossas verdades, as quais, quando comparadas com outros tempos e outras "verdades" poderiam ser mentiras.
ResponderEliminarÉ a relatividade das coisas a funcionar e que o texto descreve na perfeição. Excelente escolha mesmo!
Subscrevo.
ResponderEliminarConcordo inteiramente. Não há verdade. Da parte de ninguém, em circunstância alguma. Verdade, mentira, erro, não passam de ilusões, de fantasias, vedadas a quem quer que humano a si mesmo se considere e o seja de facto.
ResponderEliminarE então? Que fazer? Se nem "eles" nem "nós" sabemos a verdade? Se nem "eles" nem nós" temos razão?
Viva às duas.
ResponderEliminarAs vossas posições parecem-me sensatas, esclarecidas e ... verdadeiras.