Já vimos tanta desfaçatez e mesmo assim ainda nos surpreendemos. Estoicismo em elevado grau; só pode ser. O exercício das metas de aprendizagem protagonizado pela ministra da Educação é mais um monumento ao eduquês e ao monstro burocrático. É anunciado de modo central e o único sistema de informação associado é o conhecido amontoado de reuniões e o corte de árvores sem dó nem comiseração. É mais do mesmo, por muito que se considere repetitiva a asserção.
Num sistema caótico na gestão da informação, a intenção só pode nascer de uma cabeça que vive na estratosfera. É claro que os programas disciplinares têm de ser revistos e que devem integrar uma rede de aferição de conteúdos nucleares e de metas de aprendizagem. Mas esse é um problema técnico e não pode entrar nas prioridades discursivas de um sistema escolar tão ausente da sociedade, com números altíssimos de abandono escolar e com graves problemas de afirmação do poder democrático da escola pública. Uma questão de hierarquia e de prioridades; metas, portanto.
Nem mais...
ResponderEliminarAs metas de aprendizagem por ano e ciclo de ensino deveriam estar disponíveis a partir de ontem na Internet. O Ministério da Educação atrasou-se e justifica que "até ao final do mês serão divulgadas no site. Porque neste momento estão a ser apresentadas aos directores de agrupamentos".
ResponderEliminarAlém destas, os directores estão também a conhecer as metas do Governo para o sucesso educativo até 2015 - que Isabel Alçada pretende anunciar só no início da semana.
Contudo, ouvidos pela agência Lusa, os directores que já se reuniram com a ministra avançam que o Governo pretende que a taxa de retenção do secundário desça de 18,7 para 12 por cento. A taxa de retenção e desistência deverá ficar pelos dez por cento no que se refere ao 3.º ciclo (contra os actuais 13,8 por cento), pelos cinco por cento no 2.º ciclo (7,5 por cento) e pelos dois por cento no 1.º ciclo (3,4 por cento). Quanto aos exames do 9.º ano, a intenção é aumentar em quatro pontos percentuais as classificações positivas a Língua Portuguesa (este ano, 69,6 por cento tiveram positiva) e a Matemática (51,3 por cento). Quanto à taxa de desistência, deverá ser inferior a um por cento aos 14 anos, dois aos 15 e abaixo dos quatro aos 16 anos
Por cá nem metas, nem projecto educativo, nem plano de actividades, nem regulamento interno, nem nada. Por cá é mais férias e empurra para o do lado.
ResponderEliminarPor cá, é ao deus dará...