Alguém disse: o crime de pedofilia nunca deve prescrever. Assinaria uma petição nesse sentido. Esta minha posição é independente do desenvolvimento recente do caso Casa Pia.
"A justiça não ficou melhor nem pior com o acórdão que foi conhecido anteontem", considera o advogado Guilherme da Palma Carlos. No seu entender, o importante é "a visão global do problema e das causas da crise da Justiça, a floresta e não a árvore".
"Carlos Poiares, jurista e professor universitário de Psicologia Criminal, afirma que, depois do julgamento, apesar da decisão dos juízes, "a maior parte das pessoas continua com dúvidas sobre a culpabilidade dos condenados e isso não contribui para a credibilidade da Justiça".
Ao analisar o impacto do processo junto da opinião pública, Poiares nota que o grande volume de informação e de comunicação que definiu a grande dimensão do caso deu lugar a um crescente desinteresse. No final, a dúvida mantém-se, considera, salientando que "a Justiça é como a mulher de César. Não basta ser séria, tem de o parecer".
"Mas esse é o problema dos processos mediáticos", diz o juiz Edgar Lopes, da Associação de Juízes pela Cidadania. Na sua opinião, "não é por esta decisão que as pessoas passam a confiar mais na Justiça". A credibilidade "faz-se pela fundamentação" descrita no acórdão que será depositado e entregue aos advogados das partes na próxima quarta-feira. É por aí que se avaliará a consistência da decisão do colectivo."
"A justiça não ficou melhor nem pior com o acórdão que foi conhecido anteontem", considera o advogado Guilherme da Palma Carlos. No seu entender, o importante é "a visão global do problema e das causas da crise da Justiça, a floresta e não a árvore".
ResponderEliminar"Carlos Poiares, jurista e professor universitário de Psicologia Criminal, afirma que, depois do julgamento, apesar da decisão dos juízes, "a maior parte das pessoas continua com dúvidas sobre a culpabilidade dos condenados e isso não contribui para a credibilidade da Justiça".
Ao analisar o impacto do processo junto da opinião pública, Poiares nota que o grande volume de informação e de comunicação que definiu a grande dimensão do caso deu lugar a um crescente desinteresse. No final, a dúvida mantém-se, considera, salientando que "a Justiça é como a mulher de César. Não basta ser séria, tem de o parecer".
"Mas esse é o problema dos processos mediáticos", diz o juiz Edgar Lopes, da Associação de Juízes pela Cidadania. Na sua opinião, "não é por esta decisão que as pessoas passam a confiar mais na Justiça". A credibilidade "faz-se pela fundamentação" descrita no acórdão que será depositado e entregue aos advogados das partes na próxima quarta-feira. É por aí que se avaliará a consistência da decisão do colectivo."