Na Europa do sul o poder cria raízes profundas e de modo instantâneo. O meu nicho ecológico confirma-o. Vivo rodeado, e num cluster, dos mais significativos exemplos da espécie; tanto no autárquico como nos restantes. A apropriação do bem comum é o primeiro sinal.
No século passado, Portugal viveu com quarenta e oito anos consecutivos de ditadura; uma experiência abençoada e amiga dos brandos costumes. Sem querer ser muito fracturante, diria que bem lá no fundo continuamos mais ou menos na mesma. É como que um esconderijo para fugir à responsabilidade: empurramos essa "excrescência" para o primeiro que se esquecer de dar um passo atrás.
Quando o espírito cacique está arredio as coisas até progridem. Se a contaminação não prevalecer, o que se segue é o desnorte. Ainda não sabemos viver em democracia e alimentamo-la de modo envergonhado. Não somos democratas por convicção.
ResponderEliminarOlá Paulo, tudo bem.
ResponderEliminarA respeito do seu texto, é muito significativo o detalhe da democracia por convicção, é que este sentido da sociedade democrata limita apenas a indicação, sugestão ou posição do povo, que sempre insatisfeito esquece que as raizes de fato de sua essência estão submersas no plano da civilização. E quanto, a sermos civilizados, esta é outra história...
Viva Cláudia.
ResponderEliminarObrigado pelo comentário e por passar por aqui.
Isso: "E quanto, a sermos civilizados, esta é outra história..."
Muito bom texto e carregado de significado! Mas ainda só passaram trinta e poucos anos. As democracias "implantadas" e "civilizadas" têm mais de um século de existência. Temos de ter paciência. Além disso saímos de uma imensa fase de obscurantismo, de "idade média" que durou quase 50 anos!
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