Nos últimos anos, reformaram-se cerca de 20% dos professores da Escola Básica Integrada de Santo Onofre (Escola sede do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre em Caldas da Rainha). Uma grande parte deixou a actividade com penalização financeira e em estado de desânimo.
Em 2005, a República Portuguesa elegeu um grupo de políticos que verbalizou ódio aos professores do seu país. O que mais surpreendeu, é que esse comprovado rancor recebeu o acolhimento da maioria dos republicanos.
Uns poucos milhares de professores iniciaram um processo de luta que se veio a reconhecer como um grande exemplo de cidadania.
O ritmo da fuga à profissão foi tão elevado que muitas das merecidas comemorações não se realizaram. Aquilo que em tempos era motivo de alguma tristeza, passou a ser um mote para a liberdade. A imagem que escolhi retrata o momento de liberdade - o último em que participei - de Artur Manuel Matos Marques, um professor que se comprometeu de corpo e alma com a sua profissão.
Como tenho por aqui uma base de dados com o histórico de professores da instituição, é possível publicar uma lista com alguns desses nomes. Uma homenagem.
Agostinho Januário Caetano, Alice da Conceição Braz, Artur Manuel de Matos Marques, Delfim Marques Azevedo, Glória Maria Fidalgo de Carvalho, Graciete Fernandes Canário Canhoto, Hermínio Lopes Machado, Isabel Maria Amado Estrela, Isabel Maria Carvalho Fialho Brás, Isabel Maria Sousa e Silva, Maria da Natividade A. Mendes Cortez, Maria da Natividade Lopes Mendes, Maria do Rosário Barbosa, Maria do Livramento Machado Amaro, Maria dos Santos Marcos Pereira Cruz, Maria Fernanda Fernandes Machado, Maria Hermínia Almeida Rebelo, Maria Isabel Ferreira Fialho, Maria Manuela F. Gonçalves, Otília Maria Antunes Pantoja e Pedro Pereira Pacheco.
LINDO!!!!!
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ResponderEliminarTenho muita vontade, tenho, mas pelos vistos só estou aposentada na tua base de dados. Eu sei que és meu amigo. Obrigada Paulo por me teres aposentado! E aposentaste mais umas quantas. Ou será que, danado para a brincadeira foi de propósito?
Também estive neste evento e tenho saudades do Artur e de sentir a sua presença pela escola. Está de certeza melhor que nós. Cada vez tenho mais certeza disso.
Só tu...
ResponderEliminarExcelente, Paulo!
ResponderEliminarQuantos professores desejam ir embora neste momento!
Comemoramos a proclamação da República, falta-nos poder comemorar a realização de muitos dos ideais republicanos.
abraço
Boas!!! Bem observado. Também gostei muito do que o Paulo escreveu noutro sitio. "Defendo a liberdade e a democracia. Prefiro o regime constitucional republicano. Mas sou franco: estou enjoado de tanta República e mais ainda da nobre ética republicana."
ResponderEliminarViva Isabel e um abraço aos restantes;
ResponderEliminarnão vou revelar se foi ou não de propósito; há muitos anos que te ouvimos dizer que te faltam x anos para; os anos passam e cada vez te vão faltando mais;
alguma falta de rigor? pudera; os dados de santo onofre, nos tempos que correm, nem apuram com rigor os alunos que frequentam a escola, quanto mais os professores aposentados
mas foi bom que te tenhas divertido
Suponho que a Maria dos S. M. Pereira Cruz ainda não se reformou.
ResponderEliminarExcelente ideia.
Portugal, Portugal
ResponderEliminarJorge Palma
Composição: Jorge Palma
Tiveste gente de muita coragem
E acreditaste na tua mensagem
Foste ganhando terreno
E foste perdendo a memória
Já tinhas meio mundo na mão
Quiseste impor a tua religião
E acabaste por perder a liberdade
A caminho da glória
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Tiveste muita carta para bater
Quem joga deve aprender a perder
Que a sorte nunca vem só
Quando bate à nossa porta
Esbanjaste muita vida nas apostas
E agora trazes o desgosto às costas
Não se pode estar direito
Quando se tem a espinha torta
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Fizeste cegos de quem olhos tinha
Quiseste pôr toda a gente na linha
Trocaste a alma e o coração
Pela ponta das tuas lanças
Difamaste quem verdades dizia
Confundiste amor com pornografia
E depois perdeste o gosto
De brincar com as tuas crianças
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
DESPENALIZAR É PRECISO...
Um abraço solidário para ti Paulo e para todos os outros que estão a ser penalizados.