A ausência de sala de aula afecta o nosso sistema escolar de uma ponta à outra; é mesmo a sua componente crítica. Vai derrotando o ensino e também a boa oxigenação societal através do poder democrática da escola. Voltarei a esta última asserção noutra altura.
Quando em 1998 se instituiu que a candidatura à gestão das escolas exigisse aos interessados a prova de experiência (com mandatos realizados) ou de sapiência (formação especializada) fui indagar a coisa junto dos mentores. A desculpa (sim, a desculpa, pesei bem a coisa) era mais ou menos esta: "os técnicos do ME viam-se às aranhas com os gestores neófitos que interrogavam amiúde o status quo; não podia ser: havia que os formatar convenientemente".
Depois de treze escolas, da presença numa coordenação de mais de quarenta, do exercício de quase todos os cargos que se pode exercer numa escola e de cerca de trinta anos de serviço, só encontrei lideranças em quem sabe de sala de aula e se afirmou como um exemplo de profissionalidade. O resto é apenas má burocracia. Alterar este estado de desorientação é o primeiro passo para mudar o que verdadeiramente conta.
(1ª edição em 25 de Janeiro de 2010)
PIM!! PAM!!! PUM!!! BRAVO PAULO.
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ResponderEliminarLucidez, ideias arejadas e com início e fim. Leiam-no muitas vezes e de olhos esbugalhados. Subscrevo totalmente. Certezas que vamos pensando sem as vermos escritas.
Excelente.
ResponderEliminarDizes isto HÁ TANTOS ANOS!!!! MAIS DO QUE COMPROVADO.
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ResponderEliminarTóim! Tóim! Tóimm! Bingo!
em cheio.....................................
ResponderEliminardlim dlim dlim
ResponderEliminarViva.
Obrigado pelos comentários.
A Isabel, o Francisco, a Maria e o Resistente estão identificados, mas o perdi-umas-quinhentas não e fez-me rir com vontade. O nick está o máximo
para todos.
Tirou-me as palavras. Vou gravar este texto.
ResponderEliminarVerdadeiro e certeiro!
ResponderEliminarEssa opinião partilho eu desde há muito. Também com 30 anos de ensino , também com uma experiência de tudo quanto é cargo, depois de viajar de Norte a Sul deste nosso país, estacionada agora na zona Centro, sou subordinada de um Director que aulas nunca deu (apenas em ano de estágio) , apesar do tempo de serviço que tem, pois procurava e conseguia sempre deslocar-se para cargos ou serviços desligados da relação pedagógica com os alunos. Agora, imagine-se este responsável de Agrupamento a "governar" o mesmo. Quem pôde fugiu. Os outros, que remédio têm senão AGUENTAR as insídias deste senhor.
ResponderEliminarMuito pertinente. A este propósito sugestão de leitura de um artigo de Pelletier, especialista em formação de lideres escolares, que aponta nesse sentido.
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