quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

alemanha

 


 


Por duas vezes, no século passado, a Alemanha destruiu a europa. Da segunda, e só passou um piscar de olhos, os trágicos acontecimentos estão cravados na memória. Há umas seis décadas, os parisienses abandonavam a cidade com haveres de circunstância e em fuga dos invasores alemães.


 


Era ainda bom que a europa contemporânea não obliterasse da consciência a limpeza étnica que se verificou no seu coração nos finais do século passado. Os tempos sobreaquecidos que vamos viver indicam uma encruzilhada criada pelos gananciosos do costume. Percebe-se a saturação da Alemanha, mas é bom que se sublinhe o seu oportunismo. Se por um lado se compreende a sua impaciência com para com os PIIGS, por outro lado dá ideia que tomaram consciência que os chineses podem fazer com os automóveis e com os submarinos algo de semelhante ao que aconteceu com os téxteis e com outras industrias do género. E aí toca-lhes a eles e aos franceses e poderá arrastar a europa para um beco com saída improvável.

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