Há tempos alguém me dizia que se surpreendeu na conversa com um militar a propósito da intervenção armada nos países em crise. Os países da europa, mais os do sul, estão numa fase das suas democracias que tem algum paralelismo com momentos que desaguaram na reposição da dita ordem, política e financeira, e que originaram longos períodos de governos totalitários.
É verdade que foi exemplar o sentido contrário que os nossos militares impuseram ao 25 de Abril de 1974: intervieram e depois regressaram aos quartéis. Sei muito pouco da vida e da história para prognosticar um qualquer futuro. Quando há muito escrevi que era muito difícil que Portugal não entrasse na bancarrota, estava apenas a arriscar um ponto de ordem dos sentidos. Foi apenas um registo de sinais. Quando vejo os meus concidadãos branquearem tanta atitude invertebrada, sinto que se vai instalando paulatinamente uma espécie de clima propício a devaneios totalitários.
Vou lendo, aqui e aqui, dimensões avisadas de que tudo pode mesmo acontecer. A barbárie está sempre ao virar da esquina da condição humana.
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