terça-feira, 28 de dezembro de 2010

o velho e o mar (2)

 



 


 


 


O romance "O Velho e o Mar"” (The old man and the sea) de Ernest Hemingway (1952) é uma obra-prima.

Li-o pela primeira vez na adolescência, na época do "Moby Dick", de Herman Melville - o autor do também fascinante Bartleby” -, e julgo que nunca mais o voltei a ler. 

Era já vaga a ideia sobre a história. Um velho e pobre pescador que havia tempo que não conseguia pescar e que tinha uma forte amizade com um rapaz. Certo dia, pescou o maior peixe da sua vida. Voltou a terra apenas com o esqueleto do enorme espadarte, porque não conseguiu impedir o furioso ataque de esfomeados tubarões. Reencontrei-me com a história e fiquei com a ideia que está tudo ali. 

Não resisto a transcrever-vos um pedaço da tradução de Jorge de Sena:



- Que tens para comer? – perguntou o rapaz.
- Um tacho de arroz de peixe. Queres? – perguntou o velho.
- Não. Como em casa. Queres que eu acenda o lume?
- Não. Acendo-o eu depois. Ou como o arroz frio.
- Posso levar a rede?
- Claro que podes.


 


Não havia rede, o rapaz lembrava-se de quando a tinham vendido, mas todos os dias representavam esta cena. Também não havia tacho de arroz, o que o rapaz também sabia.

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