domingo, 19 de dezembro de 2010

vórtice

 






Existimos num turbilhão veloz e inaudito, em que não há lugar, nem para projectos radicalmente novos - só por vaidade, como bem diz Gonçalo M. Tavares - nem para o extermínio do que existe.

Sobram as boas ideias - com princípio, meio e fim -, a incessante inovação como resultado do saber, do conhecimento e do estudo, a dedicação e o esforço. Sobra a antecipação e a organização.

E sobra a ética, mas a ética na leitura de Peter Singer: a ética só é boa se for verificada no exemplo de cada dia.

E o resto? "Tudo o que é sólido se dissolve no ar ".






(Reedição. 1º edição em 12 de Março de 2008)



18 comentários:

  1. Obrigado Joana. Sempre que destacam o correntes as visitas disparam: aumentam as tarefas e a responsabilidade: oxigénio.

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  2. parabéns pelo destaque no sapo.........

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  3. Mais que as hierarquias ou os estatutos é perceber que está no caminho certo. O bom caminho, o certo... é aquele que é seu. Distingui-lo é a diferença.Por isso os meus parabéns!

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  4. Creio que, em síntese, se depreende do que disse que o critério da verdade, sempre relativa, é a práxis , que nunca se deve tomar pela derradeira. Por outro lado, certas afirmações feitas não são verdades de agora. Nunca houve lugar para projectos radicalmente novos. Repare na ideia de justiça da República de Platão. Tais projectos nunca têm lugar como realização mas apenas como expressão ideológica altamente depurada - muitas vezes esclarecida acima dos seus interesses sociais imediatos - duma classe social num contexto histórico, como modo de acção e de reacção face aos desafios que enfrenta. No caso contemplado: o grito dum aristocrata grego que desprezava quer a plutocracia, quer a democracia sorteada e demagógica. Mas isso não quer dizer que não haja lugar para projectos novos - que não revolvem necessariamente de alto a baixo todo o existente, pois o futuro é renovação do passado e nunca a sua supressão, ou seja é superação aufheben , como dizia Hegel) - e para testes práticos do valor racional do existente. Parafraseando Hegel, o real torna-se racional e o racional torna-se real. Por outras palavras, quando o real deixa de ser racional, quando se enleia nas suas próprias contradições, então é obrigado a negar-se e a transformar-se. Em suma, o que não tem lugar, o que é utopia, prova-se na prática- como pensava Marx - como aventureirismo ou voluntarismo. Daí estar de acordo com o que concluiu da leitura de Peter Singer .

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  5. Absolutamente :) de acordo. Muito obrigado pelo comentário. De seguida, vou ver quem é o hermes :). Abraço.

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  6. Obrigado eu pela resposta. Tenho todavia que lhe dizer que me faltam conhecimentos de "navegação" em blogs. Em todo o caso um dos meus principais blogs tem por titulo Filosofia Metafilosofia . Também está no spaces e no google . Bem haja.

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  7. Já lá estive, nos seus blogues. Ficou com mais um "cliente". Abraço.

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  8. Obrigado pelo interesse. Ficarei igualmente atento aos seus blogues. Mas, a partir de agora, que vou recomeçar a trabalhar e a ultimar a edição de um livro, tenderei a desenvolver os meus blogues através da resposta aos comentários que me enviarem. Infelizmente, não tenho muitos conhecimentos para me dar a conhecer na comunidade. Mas lá chegarei. Com gratidão.

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  9. ... de nada :) Mas estar atento e a fazer sugestões:) Vou lá de seguida. Abraço.

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  10. Obrigado pelo incentivo. É verdade que a formatação deixa a desejar. Deveria aprender mais sobre isto. Mas vou ter que abrandar. Muito trabalho e pouco tempo. Gostaria que os meus bogues fossem espaço de discussão, fomentadora de reflexões criativas, nomeadamente com o Paulo e outros eventuais amigos. Vamos lá a ver.
    Saudações

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  11. Paulo G. T. Prudêncio7 de setembro de 2007 às 20:54

    Pode contar com o meu contributo. O tempo... :) Abraço.

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  12. É verdade o que diz, mas se formos kantianos podemos ter como critério moral da nossa acção a intenção do sujeito e não o resultado da acção. E sim, "tudo o que é sólido se dissolve no ar", e, então, nos tempos actuais, a ética apresenta-se como dilema: se é, é sólida, logo, dissolve-se no ar; se não é sólida existe? Ah Marx, como tu sabias destas coisas...Mas concordo com Peter Singer tal como com Alain " o maior milagre é a vida quotidiana".
    abraço

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  13. "se não é sólida existe? Ah Marx, como tu sabias destas coisas...Mas concordo com Peter Singer tal como com Alain " o maior milagre é a vida quotidiana".

    Belas ideias, belas palavras e belas associações. Mas não há outro caminho: sólida ou não sólida, a ética só existe se verificada todos os dias: exactamente o milagre da vida quotidiana. Cada um dá-lhe o sentido que entender, à vida, claro, e acrescentaria um outro nível ou categoria, como queira: a consciência moral.

    Abraço e obrigado por passar e comentar. Os seus comentários são muito sólidos.

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