Observa-se vulgarmente a convicção de que as conhecidas plataformas de comunicação e informação disponibilizadas pelo interessante open source podem realizar a gestão de dados da escola-organização. É um logro em que cai quem tem algum domínio de software, mas parcos conhecimentos de gestão escolar. Os resultados tornam-se desastrosos quando a função de liderança da organização é ocupada por quem não conhece qualquer das vertentes.
As plataformas de comunicação e informação são razoáveis instrumentos para a divulgação da informação e para a circulação de ficheiros informáticos. Mas reúnem componentes quase nulas na característica decisiva de um sistema de informação: a velocidade de pesquisa em todo o universo de dados e a consequente qualidade do conhecimento. O mundo pesquisável e o cruzamento de dados constituem, a par da simplicidade operativa requerida por quem toma decisões, as referências a perseguir.
Nestes atributos, as citadas plataformas estão destinadas a criar modelos de organização com a mesma velocidade de desempenho que os registos não digitais (vulgo papelada). As redundâncias no lançamento de dados assumem a mesma dimensão e esgotam rapidamente a paciência dos utilizadores.
É o que tem vindo a acontecer com a chamada "informatização" nas escolas. A burocracia é ampliada a 500%.Da-se cada vez mais importância forma que ao conteúdo .Perde-se muito mais tempo,perde-se a paciência e tudo funciona muito mal e com mais despesa... Mas não era isso que se pretendia?
ResponderEliminarA tua ironia foi desarmante
ResponderEliminarC-E-R-T-E-I-R-O!!!!
ResponderEliminarS I M P L E X X X X X X ? !
ResponderEliminarEste blog é maravilhoso. Parabéns.
ResponderEliminarConcordo, as pessoas que participam no blog também são maravilhosamente desacomodadas e incomodadoras...
ResponderEliminarGosto muito mesmo deste comentário. Entraram (fui ver mesmo) quase 10000 comentários elegantes mas desacomodados
ResponderEliminarObrigado Sandra.
ResponderEliminarChega a ser impressionante pensar que ainda hoje se perceba que poucos entendem a distância que vai da sociedade da informação à sociedade do conhecimento e de como a primieira é inútil e néscia se não perseguir a segunda. Discutir em 2011 aquilo que só em 1991 era interessante é revelador deste desnorteamento. E é, literalmente, o mesmo que deambular de bússola em punho sem ponteiro.
ResponderEliminarPenso que quando falas em plataformas de comunicação e informação julgo que te referes a coisas que estão na Internet. Creio que é possível ter uma mesma plataforma em intranet exactamente com o mesmo software.
ResponderEliminarA opção de ter tudo dependente dum servidor externo na Internet, fora da escola, resulta essencialmente da utilização de facilidades de edição de conteúdos já instaladas nesses "sites". Ao passo que a sua colocação numa intranet implicaria a criação de tudo de raiz.
Quanto a velocidade de acesso, já verifiquei inúmeras dificuldades de acesso e tempo perdido em reuniões de trabalho com base numa rede local precisamente porque talvez os obstáculos maiores sejam internos e não externos. Trabalho frequentemente na Internet com grandes volumes de informação sem dificuldades. Os miúdos fazem isso nas redes sociais, no download de filmes. Em geral, pode-se dizer que um utilizador profissional da área da educação necessita de muito menor quantidade de bits do que um utilizador doméstico.
Quando se propõe que as pessoas tenham a sua agenda, as sua fotos e os seus endereços de telemóvel na Internet, é estranho que a velocidade seja um obstáculo.
Quanto a redundâncias, quando não se consegue ter um único sistema fiável, há repetições desnecessárias. Por isso, as escolas têm que fazer decisões estratégicas no que respeita ao processamento da informação. Um opção que pode aparecer atraente pode ser cara por não se poder uniformizar a toda a organização
Por isso a imagem do caranguejo que se desloca lateralmente mas principalmente para trás
ResponderEliminarViva.
ResponderEliminarConcordo. Talvez, e de uma forma rápida, se deva sistematizar o universo de dados usando duas "redes": uma de recursos educacionais e outra de dados de administração. É exactamente na confusão que se estabelece entre as duas estradas que o inferno das redundância atinge o auge.
Para os recursos educativos existe tudo isso que referes. Para a gestão de dados de administração que sirvam de suporte à tomada de decisão dos diversos actores da organização é que é preciso a análise e a programação de bases de dados associadas à filosofia de gestão que se pretende. E nesta última vertente, quanto menos outsourcing melhor.
Um questão decisiva é a velocidade de pesquisa em todo o universo de dados da rede administrativa. A informação tem de ser delimitada e obtida em campos pesquisáveis e que permitam uma utilização totalmente flexível nos diversos ficheiros. Só assim, e sem outsourcing fechado, se consegue eliminar toda a redundância e garantir a pesquisa inteligente.